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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

OS REPRESENTANTES DO POVO

 

Não deve haver no mundo um povo que goze a honra de ter tantos representantes como nós.

Não, não estou a falar de deputados, autarcas & Cª.

Nada disso. Os representantes são outros: os que acham que representam. Olhem o famoso Mário Soares: passa a vida a dizer que o governo não tem legitimidade porque o povo não gosta dele. Não se sabe como é que a alta inteligência em causa consultou “o povo”, nem que povo. O oco anda pela mesma cantiga; “o povo” português está farto desta gente e quer dar-lhe, ao oco, uma oportunidade, já. O Jerónimo e o casalinho meia-leca, nem se fala: garantem ser fundamental a queda do governo, porque “o povo” assim o exige. O animalesco Carlos e o outro afinam pelo mesmo diapasão: “o povo” está cansado, quer um governo “patriótico e de esquerda” (a quadratura do círculo).

Tudo minha gente quer eleições antecipadas porque “o povo” o reclama.

Se acrescentarmos a isto as multidões que opinam em directo e em diferido dezenas de vezes, mais a turba dos escribas de serviço, teremos um indomável exército de génios que, quem sabe se via tarot, bola de cristal, ou outro método igualmente científico, descobriu “o povo” que ulula por eleições antecipadas.

 

E, no entanto, diz uma sondagem que a maioria das pessoas NÃO quer eleições antecipadas. Se acrescentarmos que tal sondagem foi publicada pelo “Expresso” (que desgosto para o Costa!) com relativo destaque e texto à la manière, teremos que concluir que, ou “o povo” de que falam os soares e companhia não é o povo português, ou os tipos são uma cambada de aldrabões e de abusadores que se arrogam interpretar posições minoritárias como se fossem unânimes ou representar quem não representam, o que é, pelo menos, grave abuso de confiança.

 

Postas as coisas noutro plano, é evidente que as rábulas do Portas não têm perdão. Mas é igualmente evidente que, mesmo que, na tal sondagem, fossem maioritários os que querem eleições antecipadas, nada de bom senso, de visão política ou de cálculo de riscos poderia apontar para tal solução.

O que a sondagem quer dizer é que, apesar do descontentamento, apesar das falhas, apesar das consequências da macacada do Portas, apesar do bombardeamento político, mediático, sindical, apesar da abundância de arruaceiros, apesar das tropas do Carlos ao serviço do PC e do outro ao serviço não se sabe de quê, apesar das sondagens que dão ao oco uma vitória relativa, a maioria das pessoas ainda tem alguns neurónios a funcionar.

 

Não se sabe o que o nosso Cavaco vai decidir. Aqui fica, atempadamente, a posição do IRRITADO, que não representa ninguém, mas tem direito a tê-la.

 

7.7.13

 

António Borges de Carvalho

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