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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

COISAS MUITO SÉRIAS

Algo de muito sério se passa em Portugal. A legitimidade, que ninguém negará assistir ao senhor Pinto de Sousa (Sócrates) e à maioria socialista, está a ter utilização perversa e de uma forma que já não é disfarçável ou atribuível a meros acidentes de percurso ou a erros não intencionais.
Começámos com a concentração de poderes policiais no primeiro-ministro, coisa aterradora e obviamente tendente a ser utilizada de forma menos consentânea com o que, legitimamente, se pode considerar como princípios do regime.
Por todos os lados se encontramm sinais de uma floresta de cruzamentos de dados pessoais, coisa que, de forma paulatina, quase invisível se olharmos casos isolados, se vai aproximando mais de um sistema tipo Big Brother do que daquilo que se julgaria conformar-se com o respeito da individualidade, da privacidade e da chamada “protecção de dados pessoais”.
O “processo Charrua”, a princípio julgado como mero aflorar de tendências pidescas por parte de uma obscura funcionária, transformou-se num monstro em cuja formação colaboram, por expressa omissão, o primeiro-ministro, o governo, a maioria parlamentar e o presidente da República. A progenitora do monstro é reconduzida com todas as honras no seu posto policial, sem que voz autorizada alguma toque no assunto.
Uma lei celerada que põe em causa a liberdade de informação é aprovada pelo Parlamento, isto é, pelo PS, sem que um só dos seus deputados se tenha erguido contra ela.
O primeiro-ministro torna público ter processado criminalmente um professor que, de há muito, na internet, vinha denunciando, aliás com farta fundamentação, os contornos duvidosos da sua vida académica e das suas declarações a tal respeito.
 
Algo está errado em Portugal. Algo de muito grave se está construindo, para nosso mal, sem que, institucional e politicamente, se vejam reacções ou resistências dignas desse nome.
 
O primeiro-ministro tem agora novo fôlego, propiciado por uma espécie de benefício da dúvida, ou de renovado período de graça, que lhe é fornecido pela desgraça de termos pela frente a presidência da UE. Durante seis meses, nada nem ninguém, a bem de uma estabilidade que pode ser boa para a UE, mas que é má para nós, o porá em causa.
Pelo que se tem visto, a inexorável marcha para o controlo das pessoas, para a institucionalização do medo, da denúncia, da delação e de outra práticas de que nos julgaríamos livres, continuará sem que seja quem for ponha em causa tal continuidade.
 
Do seu pequeno cantinho, o Irritado lança este alerta, sem saber bem o que pode fazer, ou o que pode pedir que se faça, para que se torne possível sair deste inferno.
 
António Borges de Carvalho

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