Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

TROPELIAS DO BANDO

Em plena Avenida da República, um cartaz de duvidoso gosto gráfico apresenta o Presidente da República Cavaco Silva, o Presidente da Comissão Europeia Barroso e o Primeiro Ministro Pinto de Sousa (Sócrates) em pose sorridente, com o indicador a exigir silêncio ao povo.
Trata-se de mais uma iniciativa do BE, destinada a informar os portugueses do ódio que a organização nutre pela Democracia, isto é, pelas instituições representativas. Procura o bando convencer as pessoas de que, se não houver um referendo, o novo tratado europeu, seja ele qual for, será ratificado nas costas do povo, isto é, no Parlamento.
O povo será remetido ao “silêncio”, na douta opinião dos dirigentes do bando.
É fácil de identificar a mentalidade que está por detrás deste tipo de iniciativas: a mesma que gerou os fascismos e aparentados, a mesma que deu direito de cidade ao comunismo e quejandos, e que tem como característica fundamental o horror à democracia liberal e às suas instituições.
A existência de tal cartaz seria uma coisa boa se a generalidade dos portugueses tivesse alguma noção do que é a Democracia. Serviria para desmascarar os seus autores. Como, porém, a começar pelo senhor Mendes e a acabar nas criancinhas dos “castings” do primeiro Ministro e nas velhinhas de Freamunde do Costa, tal generalidade jamais foi educada sobre o assunto, o cartaz pode ter efeitos devastadores. O que, evidentemente, não deixa de estar no espírito dos senhores do bando. É preciso desacreditar o Parlamento, pôr em causa a sua legitimidade, a fim de, a seu tempo, se vir a tornar lógico aceitar qualquer forma de “democracia” orgânica, piramidal, centralista ou, simplesmente, “participativa”, como soe dizer-se, para disfarçar.
As “vanguardas”, os “fascios”, as “uniões nacionais”, os revolucionarismos das mais diversas origens, tem o fundamento comum da recusa da representatividade e do louvor da legitimidade das “massas”, dos “chefes”, da “rua”, do “colectivo”, da “nação” ou do que se queira chamar à recusa cobarde da Democracia inorgânica.
O bando, com a exigência do referendo, quer matar dois coelhos de uma cajadada: pôr em causa o que nos resta de parlamentarismo e ter tempo de antena para a sua propaganda anti-europeia e soi disant social.
 
O senhor Mendes, esse, não se sabe o que pretende. Nem valerá a pena tentar sabê-lo. Ainda não se meteu em cartazes, mas um dedinho que adivinha dirá que… a ver vamos.
 
António Borges de Carvalho

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

O autor

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2012
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2011
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2010
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2009
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2008
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2007
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2006
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub