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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

LOUÇÃ, O GRANDE

A coisa deve andar brava lá para os lados do bando de esquerda. O camarada Louçã (Partido Socialista Revolucionário, da 4ª Internacional) deve ter puxado as orelhas ao camarada Portas (Politika XXI, da 2ª -?- Internacional) e aos camaradas da União Democrática Popular (Albaneses enverhoxistas) por causa dos desmandos dos piolhosos no Algarve.
Vai daí, o Portas vem com um comunicado, altamente intelectual, dizer que estava mal informado, que não queria dizer exactamente o que disse, e que, afinal, a rapaziada que goza do seu indefectível apoio na qualidade de bando de piolhosos, não goza assim tanto da mesma quando descarrega o violento mau humor sobre as culturas das pessoas decentes.
Talvez o Portas tenha lido o Irritado (imodesta presunção) e tenha percebido que estava a entrar numa zona perigosa, isto é, que o seu apoio ao vandalismo podia ter consequências… penais. Aí, meus amigos, a coisa começou a ficar feia. O Louça chateado por o ver a levantar o rabinho do selim sem autorização; os comunas albaneses chateados por ele os ter, apressadamente, ultrapassado; o Procurador, quem sabe, a acusá-lo de crime… Xiça!, pensou o rapaz, se quero chegar a ministro tenho que me safar desta enquanto é tempo!
E lá vem a judiciosíssima, intelectualíssima e retorcidíssima “justificação”.
Era de esperar que, a bem de todos nós, que a guerra não ficasse por aqui.
 
E não ficou!
Ontem à noite, o Louçã vem à SIC partir a loiça. Modestamente, declara que qualquer acto público que não conte com a sua augusta presença não é um acto do BE! Sim, meus senhores, ou há Louça ou não há BE! Se esse Portas meteu a pata na poça, o problema é dele! Sem Louça não há bloco, e acabou-se. É por isso que, na extraordinária opinião do grande educador das massas de esquerda caviar, se o Portas apoiou o vandalismo, isso nada tem a ver com o BE. O BE é ele, Louçã, e mais ninguém. Pela mesma razão, o espantoso comuna declara que, com o bloco, ou seja, com ele, só o primeiro ministro está autorizado a falar. O ministro da agricultura não tem estatuto para se dirigir a Sua Excelência ou à sua organização. E se o tal ministro, ao ver as declarações do Portas, achou que tais declarações representavam a organização, enganou-se. A organização é ele, Louça, não o Portas, só ele, o grande, o magnífico, o único, pelos vistos, com direito a ter opinião, como compete a todos os grandes dirigentes “democráticos”, a começar no Chávez e a acabar no Kim Jong Il. Não é?
Mas o homem está ali (na SIC) para falar de coisas sérias, não para responder às perguntas idiotas do Crespo. Coisas sérias são as super-pragas, a contaminação agrícola, os perigos para a saúde e até, imagine-se, a decisão da senhora Merkel (uma tipa “de direita”) de proibir uma determinada estirpe de transgénicos. Uma.
Esquece-se o maravilhoso cidadão de referir quantas super-pragas já surgiram, , quantas contaminações já houve, quantas doenças há com origem nos transgénicos, décadas passadas do início da sua utilização. O Crespo, diga-se, não tem expediente para lhe pôr este tipo de questões. E o homem perora livremente, arquiepiscopalmente, sobre as “multinacionais”, sobre a fome no terceiro mundo, culpa das ditas e das patentes dos transgénicos, sem explicar ao povo como é que produtos agrícolas mais baratos e mais produtivos podem ser fonte de fome seja onde for.
Enfim, o homem espraia o seu repenicado ódio à civilização, em nome – o que é natural – do socialismo.
Esclarecedor.
Resta saber como vai o Portas (o comuna, não o outro) reagir à violentíssima desautorização de que foi objecto. Ou parte a loiça ao Louça, ou a fome de ser ministro é mais forte que ele.
A ver vamos.
 
António Borges de Carvalho

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