O TABLÓIDE
Acerca do caso da pequena desaparecida no Algarve, muito se tem falado da campanha que, em manifestações ordinárias de serôdio paternalismo colonialista, os tablóides britânicos têm movido contra a PJ e contra Portugal, .
A coisa tem a importância que tem, não valendo a pena preocuparmo-nos muito com ela.
Os tablóides britânicos são, porém, uns autênticos anjinhos, se comparados com o social-esquerdista de fresca data que dá pelo nome de José Miguel Júdice. O notável estalajadeiro, participando, não se sabe a que título, num programa da RTP, teceu críticas à Polícia - incompetente, atrasada, sem meios, incapaz de investigar, insistindo em processos ultrapassados, sem política pública, uma desgraça - e ao país, críticas que metem num chinelo as parvoíces dos tablóides britânicos. O homem não parava. Um tablóide de carne e osso. Cada vez que abria a boca, lá vinha a diatribe. Lamentável exibição de irresponsabilidade e de exibicionismo bacoco.
Depois, com argumentos “legalistas” e de respeito pelos “direitos humanos”, o homem fez a mais desbragada defesa dos pais da criança, mais uma vez com a evidente intenção de pôr em causa o trabalho dos seus concidadãos.
O que pode levar um fulano, tido por inteligente, a tal desconchavo? Deixo a resposta a quem me ler. Não será difícil imaginar os porquês da coisa.
Para que nos vejam, temos que nos pôr em bicos dos pés, não é?
António Borges de Carvalho