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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

PROPAGANDAS

No que se refere à heróica marcha do governo a caminho do equilíbrio orçamental, o doutor Oliveira Salazar tinha uma vantagem em relação ao senhor Pinto de Sousa (Sócrates): a culpa da desgraça a que se tinha chegado não era dele nem dos seus adeptos. Por isso, para além de ser ditador e não ter imediatas preocupações sociais, tinha um ponto de partida “moral” mais forte. Pinto de Sousa (Sócrates) não é ditador (só irritante, piroso, mentiroso, arrogante e autoritário) e tem que se haver com os sindicatos e outras ineficazes resistências. Além disso, a culpa é do papá Guterres.
De resto, há um paralelismo evidente nos processos: como Salazar, Pinto de Sousa (Sócrates) serve-se da violência fiscal e do corte no investimento para atingir os seus objectivos. E da propaganda para se justificar.
A diferença está nos resultados. Oliveira Salazar, neste particular do alívio do défice, teve resultados. Por isso, se os propagandeou, não mentiu. Pinto de Sousa não tem resultados. Por isso, se os propagandeia, mente. A mentira levou-o ao poder e lá o mantém.
Um fulano do Governo apareceu por aí a anunciar a boa nova à chamada comunicação social. Esta não teve direito a fazer perguntas ao dito arauto. Caladinha e disciplinadinha como no antigamente, pois então!
E então, como é?
Pinto de Sousa (Sócrates) terá feito baixar o défice em 1.500 milhões de euros. Aleluia! Como?
Vejamos:
- Cortou 130 no investimento;
- Cobrou mais 2.200 em impostos;
- Gastou mais 900 em despesas correntes;
- Aumentou em 3,9% as despesas de pessoal;
- Os particulares pagaram mais 8,6% de IRS;
- As empresas pagaram mais 25% de IRC;
Não é preciso ser muito inteligente para perceber que nada, rigorosamente nada, foi feito que tenha a ver com o que se chama “gestão”, ou gestão séria das coisas. Os problemas estruturais mantêm-se (aumentos nas despesas correntes e de pessoal), as soluções são conjunturais (aumentos nos impostos). E, se as cobranças fiscais melhoraram, tal se fica a dever aos governos do PSD.
É evidente, qualquer burro o percebe, que, a manter-se este trabalho de guarda-livros (na boa tradição salazarista), a única solução, no futuro, será continuar a aumentar os impostos, sob pena de aumentar o défice.
Para quem ainda se lembra das diatribes do senhor Pinto de Sousa (Sócrates) contra a dona Manuela Ferreira Leite (cuja forma de endireitar as contas era mais eficaz e entrava menos nos bolsos das pessoas), é fácil perceber a que manjerico estamos entregues.
 
António Borges de Carvalho
 

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