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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

APANHADA NAS CURVAS

 

A inacreditável rapariga que dá por ministra da saúde, praticante da ideologia do PS em versão radical – o que, aliás, não perde ocasião para afirmar -, feroz inimiga da sociedade civil , ódio que estende a membros do seu próprio partido (dona Maria de Belém que o diga), fabricante de inúmeras boutades ideológicas, “errro de casting” como diz o “Espresso”, parece que já vinha dando uns ares da sua graça antes de ir para o governo.

É que era presidente de uma coisa qualquer conhecida por “Administração do Sistema de Saúde” e, nessa capacidade, passo a citar, ‘limpou’ doentes das listas de espera e falsificou datas de inscrição para cirurgias. Foi o Tribunal de Contas que levantou esta linda lebre, obrigando a geringonça a investigar mais este viçoso procedimento do verdadeiro socialismo.

Facto é, e continuará a ser, que a pespineta em causa continua no governo, não constando que tenha sido chateada com o assunto.

Que fique dito, para prestígio do camarada Costa.     

 

22.4.19

O GRANDE DIPLOMATA

Pilar de excelência da geringoncial organização, um tal Pedro Nuno Santos tem sido incensado pelos pataratas da “informação” como admirável negociador, o homem que constroi os necessários consensos com uma extrema esquerda sedenta de sangue, o fantástico equlibrador de tendências divergentes, a maravilha do século.

“Mentira, tudo mentira”, como rezava uma velha canção. O que o tipo fez foi comer, sem batatas, as vontadinhas das taradas do BE e dos bolchevistas do PC. Não impôs um mínimo de civilização aos sócios, não os contrariou mais que naquilo que aceitaram de bom grado fingir-se contrariados, a fim de continuar no poder sem chatices. Em causa estão uns lugarzinhos no governo, depois das eleições, que diabo, vale bem a pena aceitar que o tal Santos se possa gabar ou ser gabado. Aliás, entre o Santos e as patroas do BE a comunhão é de uma evidência a toda a prova. O Jerónimo ainda se atreve, de vez em quando, a saracotear-se, mas pouco mais que a benefício do fogo de vista. Para complemento da areia que atira à cara da infeliz plebe, a criatura até deixou de andar de Porsche, tendo, segundo consta, passado a andar no Maserati do papá.

Tudo corria pelo melhor. Eis senão quando, o chefe Costa, que não tinha, como é costume, dado pelo pelo que se passava, pôs a malta à míngua da gasolina, coisa que qualquer indivíduo provido de um mínimo da inteligência já sabia há quinze dias que ia acontecer. Não previu nada, não tomou providência nenhuma. O Costa é tão optimista tão optimista, que achou que isso da ausência de combustíveis era como a falta de beterrabas no supermercado, não fazia mal a ninguém. Quando acordou, desatou a fazer asneiras, ao ponto de “engraxar o eleitorado”, isto é, arranjou umas litradas para onde estão os votos e deixou apeados os pacóvios do interior, aqueles que passa a vida a dizer que protege. E mais: declarou que que aquilo era um problema “entre privados” (os maus da fita) e que o governo não tinha nada com isso. Se o país parasse... bom, nem sequer percebeu que o problema era público. Quando, finalmente, descobriu o que estava à vista, pensou, pensou, e mandou o Santos avançar com a sua “diplomacia”. O Santos, como é seu timbre, não fez nada, foram os tais horríveis privados quem arranjou uma saída, sem precisar para nada, nem do Santos, nem do Silva, nem geringonça. Se fosse uma greve da função pública, como a dos professores, talvez pagássemos as madurezas (literalmente) do Costa e companhia por muitos meses e maus.

Assim vão as coisas cá na terrinha. Esmagados em aldrabices, lixados pela incompetência, afogados em propaganda, manietados pelo Estado geringôncico, desiludidos, pasmados, sem solução à vista. O “grande diplomata” ainda acaba em vice-primeiro-ministro, nem que tenha que vender o Maserati.

 

19.4.19

UM ZERO

 

Não há quem não tenha percebido – é opinião generalizada - que o senhor Pedro Marques é um zero à esquerda, um tipo patético e sem qualquer espécie de préstimo, um parlapatão do pior, um inventor de grandes obras para daqui a dez anos “inauguradas” por mágica antecipação, tudo excelsas qualidades que, com todo o mérito, lhe granjearam a fama e a glória de ter sido um adequado “ministro” da geringoça. Em suma, trata-se de um óptimo candidato para aqueles que gostam tanto do PS como eu.

Não me atrevo a tentar imaginar a lógica da sua nomeação pelo manda chuva do Rato. Será para o mandar para longe, um pontapé pela escada acima a evitar que, por cá, o ridículo de tal personalidade continue a fazer rir? Para pagar algum favor? Para se vingar do Assis, fulano que nunca suportou a geringonça? Será só porque acha que os eleitores são estúpidos ao ponto de ir votar no PS apesar de tal criatura?

De todas estas hipóteses, se tivesse que escolher, escolhia a última. O socialista-mor está tão habituado a enganar as pessoas, e as pessoas são tão crédulas, ou burras, que, com umas pinceladas de parlapié, comem o que lhes derem.  

O candidato já deve andar a tratar da vidinha, já deve ter apartamento em Estrasburgo e um pied-a-terre em Bruxelas, conta aberta no Credit Lyonnais, um filipino-a-dias para os engomados, já deve ter pedido à dona Ana Gomes umas instruções persecutórias tipo KGB, enfim, um mínimo, ou um máximo, de preparação para um ridente futuro.

Mas não é só isso. Dedica-se, sob o patrocínio do “Público”, a tecer insultos forçados, mal pensados e mal escritos (deficiências de literacia) contra o adversário, ao mesmo tempo que foge a sete pés a debater com ele seja o que for.

Onde pode chegar a pesporrência socialista?

 

18.4.19

UMA MAÇADA

No dia 28 de Março de 2019, um novo sindicato apresentou, nos termos legais, um pré aviso de greve.  Vinte dias passaram. O chamado primeiro-ministro, o barbaças do ambiente, bem como o intragável quão energético Caramba, todo engravatado, não deram por nada. Na sua monumental incompetência, nenhum deles percebeu que a coisa podia dar mau resultado, não previu, não tomou medidas, não ligou pevas. Um assobiou para o ar, outro foi ao cinema, o terceiro estava muito ocupado com a liga dos campeões.

Quando a bronca estalou, os aviões desviados, a malta apeada, uma maçada. Reunido o conselho de ministros e, após acesa discussão, concluiu-se que a culpa era do Passos Coelho, um canalha que se esqueceu de fazer um pipeline para o aeroporto. A culpa é do gajo, regougou o barbaças. Sem dúvida, apoiou o Galamba. Incontroverso, monhéou o chefe.

Postas as coisas no seu devido sítio, havia que procurar uma solução. O primeiro, solene, tomou a palavra: trata-se de um problema de privados, o Estado (nós) não tem nada com isso, bem dizem a Catarina e o Jerónimo, nossos tão amados sócios, que, se os transportes fossem do Estado, não havia problema nenhum. Evidentemente, respondeu o barabaças com voz cava. O caramba disse que sim com a cabeça.

Telefonou o Arménio: meus caros, eu não tenho nada com isto, eu até tinha feito um acordo, um brilhantíssimo contrato colectivo, estes gajos andam a urinar fora do recipiente, caraças!

Pois é pá, respondeu o chefe, nada porreiro pá, vê lá se te reformas, estás a perder o comboio, vou fazer queixa ao Jerónimo. Por este andar acabas expulso!

O Arménio desligou, a pensar que nunca mais chega a ditadura do proletariado.

 

Postas as coisas no seu devido lugar, o governo não previu nada, não percebeu nada, anda para aí a meter os pés pelas mãos, fiel a si próprio e à sua irremediável incompetência, a segurança do país nas mãos de um bando desalinhado e ambicioso, tudo disfuncional como nos incêndios, entregues que estamos à estupidez e à propaganda. O resto é conversa.

 

18.4.19     

#OOUTROLADO

 

Um tipo da TV anunciou que, a próxima sessão do programa “Do outro lado” (qual lado?)  terá como participante o senhor de Belém.

A sua augusta presença, é de presumir, não será contemplada com senha, isto é, Sua Excelência não será remunerada pelo trabalhinho. Acredito.

Consta que, no palácio, se discutiram várias alternativas, havendo quem defendesse que, para não ficar para trás, deveria o senhor ir fazer uns pèzinhos de coentrada no programa da Clementina, ou Cristina, ou lá o que é, acabado em ina. Ou então ir dar umas lições de arbitragem num dos cento e cinquenta programas diários dedicados à nacional futebolice. O “Preço Certo” também terá sido alvitrado, dada a sua popularidade e não descurando, é claro, a hipótese de Sexa ganhar uma torradeira, um espremedor de citrinos e uns pastéis de Tentugal. A escolha recaíu, porém, num programa da TV do Estado, por óbvias considerações institucionais. Bem escolhido. Ainda que com sacrifício das audiências foi preservada uma certa dignidade.

Aguarda-se ansiosamente o tal programa, pelo menos para saber que “outro lado” escolherá o ilustre convidado. É que, até ver, o único lado escolhido pelo senhor é, com pequenos intervalos, o da geringonça.

 

17.4.19

INOVAÇÃO

Uma pequena curiosidade sobre a história dos serviços mínimos. Ontem, gloriosamente, um ministro qualquer disse que os serviços mínimos seriam assegurados por motoristas da guarda republicana.

Ou seja: os motroristas propriamente ditos borrifam no governo, nos serviços mínimos, no alegado “respeito pela legalidade”. O governo manda avançar a guarda, e declara mais um retumbante triunfo: um novo conceito de serviços mínimos genialmente criado pela geringonça.

Uma dica para um bom negócio: pegue na carrinha, vá a Badajoz. Leve umas latas. Volte com elas cheias, monte uma banca no Martim Moniz e fará fortuna.

 

17.4.19

A GRANDE PANACEIA

O estilo da geringonça são três, passe a bojarda: o do tesoureio, chamado Centeno, o do secretário, de nome Costa, e o do presidente, conhecido por Marcelo.

O tesoureiro entesoura, como é seu mister, tem medo dos credores, usa os meios mais práticos e eficazes para que os eles não chateiem e a clientela se mantenha, custe isso o que custar, doa a quem doer.

O secretário, por um lado, verga-se ao tesoureiro, por outro aos colegas que o aguentam no poder, pratica desbragada lábia, nada de escrúpulos ou de amor à verdade. Um verdadeiro compincha.

O presidente, aliás incontestável chairman da organização, vai acalmando hostes menos favoráveis com a sua tão apreciada política de ósculos, pratica sem parança a verborreia, raramente se atrevendo a dar uma bicada, isto em favor da “estabilidade” ou da simpatia.

Dos trabalhos desta trempe, é de realçar a confiança dos credores, coisa que, com Passos Coelho – que a conquistou – era, para os actuais geringonços, um horror,uma submissão, uma desgraça. Hoje, é um título de glória. Resultados, por exemplo: temos o chamado serviço nacional de saúde a cair de podre, a malta a fugir para o privado, os médicos e os enfermeiros a dar à sola assim que podem, a nacionalização dos prejuízos da TAP, a absurda entrada a quatro patas na Casa do Douro, o crescimento miserável, a educação de rastos, a luta sem tréguas contra os “privados”, as políticas “de género”, a estatização de tudo o que se põe a jeito, a sociedade cada dia mais amorfa, a poupança inexistente, as bolhas a espreitar...

Segundo esta gente, uns abertamente outros ainda com alguma vergonha, a grande solução para tudo é o Estado. O omnipresente, o omnipotente, o maravilhoso Estado. A panaceia universal das esquerdoidas, dos bolchevistas e dos pedros nunos santos & Cª ilimitada. Quando os bancos privados se arruinam, por importação de crises, incompetência ou aldrabice, ó da guarda que é preciso deixá-los cair, não meter neles um chavo. Mas, se for a sacrossanta CGD - 100% do Estado - tão arruinada como os outros, então tudo bem, é “nossa”! Se a medicina privada sai mais barata ao Estado que a pública, é preciso nacionalizá-la, ou pô-la fora de combate. Os colégios privados, esses, produtivos ou não, são para acabar. Tudo exemplos claríssimos de que “a luta continua”, agora com um grande cúmplice, o PS.

Entretanto, a sociedade definha, encostada a ilusões e a imediatismos sem sentido nem futuro.

Ou com o futuro previsível: a miséria socialista, venha ela dos “moderados”, dos radicais ou dos extremistas.

 

14.4.19

UM MUNDO PSICOPATA

 

Anda meio mundo afogado em elogios ao senhor Assange, um psicopata, um esquizofrénico sem ponta de moral, um tipo que se mascara de velhinho e se atira para o chão quando a polícia o vai buscar, um exibicionista inveterado, um tarado sexual, uma porcaria humana.

O bandido é o orago de muita gente, consoante os interesses de cada um. Por exemplo, um outro psicopata, um tal Trump, que lhe teceu elogios quando lhe convinha, agora odeia-o porque terá cuspido alguma coisa menos conveniente.

Modernamente, os fins passaram a justificar os meios, na medida em que os vícios persecutórios passaram a ser o pão nosso de cada dia, potenciados pelas redes sociais e cultivados por accéfalos media.

O senhor Assange é, com uma brutalidade evidente, um sinal da ruína de valores cujos substitutos ainda ninguém concebeu. Os nossos dias são os do fim de referências, princípios valores que se julgaria importantes e que “guiavam” as pessoas decentes. O problema é que, em vez de, no seu lugar, alguma coisa de melhor ou de mais válido surgisse, vivemos no vazio. Não há novos filósofos, nada de fundo, vivemos de comentários, tudo se passa ao correr do mais imediato.

Como a esperança é a última a morrer, digamos que, com o tempo, talvez se saia disto sem sofrer as consequências que, hoje, são previsíveis.

 

14.4.19    

OS CUCOS

Anos atrás, os estaleiros de Viana do Castelo, empresa pública, entraram em crise. Muitas razões terá havido para tal, mas a grande machadada, a finaL, a letal, fou vibrada por um indivíduo que, hoje, é presidente do Partido Socialista, chefe do seu grupo parlamentar e, diga-se com inteira justiça e em abono da verdade, o mais “endogâmico” de todos os portugueses.

Era ele chefe do governo dos Açores. A região tinha encomendado um importante navio aos estaleiros, para transportes inter-ilhas. Estava o navio pronto, mas descobriu-se, talvez com razão, que a velocidade de ponta era um nó abaixo do combinado. O “dono da obra” ficou de tal maneira agastado, e não houve meio termo: cancelou a encomenda, recebeu de volta o que já tinha pago, foi alugar (por fortunas) embarcções à Grécia, e deu cabo dos estaleiros de uma penada.

Centenas de trabalhadores sem trabalho, um buraco financeiro dos diabos, o navio vendido ao preço da chuva. O açoriano veio para o continente e, em reconhecimentos dos altos serviços que prestara à Pátria e a Viana do Castelo, acabou por ser levado em ombros à presidência do Partido Socialista. Tem a sua lógica, não tem?

Chegou, entretanto, um governo decente. A desgraça socialista tinha chegado ao fim. Esse governo concedeu a exploração dos estaleiros dos estaleiros a uma empresa privada. O clamor foi geral. Canalhas, malandros, querem privatizar o que é do Estado, nosso, de todos os portugueses! Neoliberais, proto fascistas!

O tempo foi passando. Os estaleiros sairam da fossa, os empregos foram recuperados, sendo realista pensar que tudo continuará em boa senda.

O lançamento de uma nova embarcação foi realizado com pompa. Muito bem. A geringonça apareceu em peso, apropriando-se de mais este “feito”. Não sei se lá estava o açoriano. Quem não estava de certeza – não era bem vindo – foi quem cometeu o “crime” de salvar os estaleiros, ou seja Passos Coelho e Aguiar Branco, por exemplo.

Os cucos estão no poder.

 

14.4.19   

DA MORAL DA BANANEIRA

Descobri uma coisa em que estou de acordo com Rui Rio. Alvíssaras.

Nos tempos que correm, é preciso coragem para declarar que a “lei da moral republicana” é uma manifestação da mais rematada hipocrisia. Ser, simultaneamente, contra o senhor de Belém, contra a filarmónica da geringoça, contra a opinião pública envenenada por professores, comentadores e outros senhores, é de homem.

A miséria moral da geringonça começou por achar muito bem que se desse emprego aos primos, aos sobrinhos, aos amigos, a quem se quisesse. Depois, a bronca inchou, o Costa disse umas asneiras, engasgou-se, não respondeu a nada, fez perguntas, tergiversou. Como a história se manteve e até inchou, fugiu em frente, pôs-se a falar de “legislação”, como se tal coisa não fosse uma fábrica de alçapões e de manigâncias. Como se o que interessa, se é que interessa, é limitar os afilhados, e se a solução não fosse limitá-los mesmo. A seguir, não sei por puro cinismo se por falta de sentido do ridículo, arranjou um bode expiatório. E lá foram dois tipos para a rua quando, a ser verdade que mereciam ir para a rua, tinham que ir mais uns cinquenta.

Surge então, do alto do assento onde subiu, o senhor de Belém. Propõe uma lei brutal: até ao 6º grau, seja ele colateral ou não, nem pensar, ninguém pode ser admitido, nem que seja para limpar as retretes da presidência! Força camarada, é assim mesmo. Grande jurista, o resto é conversa. O secretário da geringonça agradece.

Postas as coisas no seu sítio, isto é tudo uma patética vergonha, um ridículo astronómico, a respladecente moral das bananas republicanas.

 

14.4.19

JUNTINHOS

 

A negação da ciência é uma arma política da extrema-direita, apostada em impor a sua nefasta ideologia.

Isto diz o chevalier servant da dona Catarina, aquele carequinha assutado e hiper marxista que, diz-se, é presidente dos deputados do BE.

De acordo: há ideologias nefastas. Legítimas, porque há liberdade de pensamento e da respectiva expressão. Nefastas, as dos extremos, ou seja, tanto a do BE, do PC, do Maduro e do Kim (“ciência” marxista), como a do Salvini ou da Le Pen (“ciência” nacional), e respectivas adjacências de um lado e de outro, cá e onde as haja.

Pois é. O comunismo virou ferozmente nacionalista, isolacionista, euro ceptico. O nacionalismo virou soberanista à moda do princípio do Séc. XX. A mentalidade é a mesma. Sabe-se, de ciência certa e experimentada, que conduz à miséria, à “democracia iliberal”, à guerra. Veja-se, por exemplo, o pensamento desse velhíssimo jovem que encabeça a lista do PC, numa entrevista dada a um jornal qualquer.

Les bons esprits se rencontrent, por exemplo no parlamento europeu, onde os votos propostos pelos extremos são, quase sem excepção, aprovados ou reprovados pelo BE e pelo PC. Veja-se o currículo parlamentar da dona Mariza.

Ao mesmo tempo que se guerreiam e insultam, neo fascistas, neo comunistas, mais os puros, os não “neo”, vivem dos mesmos sentimentos, de opções simétricas mas de equivalentes resultados e objectivos, que isto de ideologias não é uma linha recta, é um círculo em que os extremismos estão juntinhos no arco, por oposição ao centro.

Tudo boa gente, tudo muito científico.

O Costa atura, e gosta, que isto do poder...

 

12.4.19

VIOLENTAR A JUVENTUDE

Empurradas pela “ciência” do século, uns milhares de meninos e meninas, universalmente elogiados, anunciaram repetir uma greve às aulas, em defesa do planeta. Ou se trata de uma questão de oportunismo - para os que não perdem uma boa oportunidade para fazer gazeta - ou do convencimento, induzido pela propaganda, de que é indispensável sensibilizar o orbe para a magna questão da salvação do terráquio futuro.

Uma espécie que não tem qualquer tipo de influência nos planetários espirros, que não sabe como evitar a chuva ou domesticar o vento, que não é capaz de tamponar um vulcão ou de prever as suas fúrias, que não tem ponta de domínio sobre o comportamento do sol, sobre a altura das marés ou das ondas, acredita que é capaz de evitar que o clima mude, que o planeta aqueça, como já aqueceu e arrefeceu milhares de vezes, sempre olimpicamente ignorando a presença ou não presença da humanidade à superfície.

O imoral pecado de orgulho em vigor no mundo inteiro, o pretensioso e inatingível objectivo de domar elementos indomáveis, tem por perverso efeito transformar a necessidade de preparar a humanidade para um futuro dito mais quente, de tomar medidas em relação à eventual escassez de água, de criar ambientes urbanos mais resistentes às intempéries, de limpar rios e mares, de criar novos alimentos e de todo um leque de medidas preventivas de um futuro incerto, de estudar a ecologia humana e criar novos habitats, de tratar de coisas reais e importantes, não de imaginar-se influente na mudança de determinismos cósmicos de que pouco percebe e não domina.

Por um lado, as meninas e os meninos, ou se deixam instrumentalizar e violentar pela universal aldrabice, ou não gostam de ir às aulas. Por outro, os adultos, armados em parvos, acham muito bem. Contra isto, batatas.

 

8.4.19

DESCULPEM VOLTAR AO ASSUNTO

“A decisão de Carlos Martins (secertário do ambiente) é digna, como é digna a aceitação pelo governo dessa decisão. O que se passou foi feio. Mais feio ainda seria o governo fechar-se numa pose esfíngica, indiferente à pressão da imprensa e alheio à sensibilidade dos cidadãos.”

Estas frases sintetizam, em particular, a posição de quem as escreveu -o novo e proto-geringoncial director do “Público”, senhor Manuel Carvalho, e, em geral, a posição comum da chamada comunicação social.

De acordo, até à primeira vírgula da citação supra. O resto é tudo miséria. Como é possível considerar digna a posição do governo, se tem lá uma dúzias de “primos”, e só este é que fez bem em ir-se embora? Se o governo fosse digno, ou fazia como o César (“sapo”, para alguns amigos), e achava que tudo estava no maior dos “conformes”, ou teria que, em boa coerência, demitir dezenas de afilhados.

Devo dizer que não estranho que, para cargos de confiança pessoal, a caducar com o governo, se nomeie primos, nem tão-pouco acho que tal nomeação seja um mal por aí além. Já no caso da administração pública a coisa fia mais fino, e aí a geringonça devia ser escrupulosa, em vez de pôr a CRESAP na prateleira. E também acho que, na nomeação de membros do governo, devia haver uma boa dose da bom senso. Mas não há.

O que é verdadeiramente nojento é o chamado governo ter legiões de primos no seu entourage, e vir cá para fora dizer que acha muito mal. O que é verdadeiramente nojento, é que arranje um bode expiatório para se “justrificar”. O que é verdadeiramente nojento é que o senhor Carvalho em particular, e a imprensa em geral, achem isto maravilhoso, digno, sensível, louvável, e cheio de respeito pela “sensibilidade dos cidadãos”.

Enfim, é o esplendor da moral republicana.

 

8.4.19

OPERA BUFA

 

Estou espantado. O ataque de moral republicana que assolou o governo fez uma vítima! Tenho uma enorme pena do fulano que foi demitido por contratar um primo para adjunto. Em boa verdade, acho que este caso não tem mal de maior. Sobretudo porque, como os factos demonstram, se trata de prática habitual do PS. Não se percebe a diferença entre este caso e os mais de trinta que andam aí nas bocas do mundo. Porquê este, e não os outros todos? Porque não se demite o governo em bloco, se está, como diz agora, contra estas manigâncias? Sacrifica uns desgraçadinhos e ignora o peixe graúdo.

O chamado primeiro-ministro já arrancou para a costumeira fuga em frente. Ele, coitadinho, que até é um tipo cheio de pruridos morais, que jamais praticou a teoria dos jobs for the boys, e até teve a carinhosa atitude de a transformar em jobs for the siblings, está preocupadíssimo com o assunto. A prová-lo, vai de propor uma nova lei de incompatibilidades que evite a continuação dos hábitos da casa! Como se tais casos, se forem de evitar, se evitem com leis! É de um cinismo, ou de uma hipocrisia a toda a prova. Fogo de vista, areia para os nossos olhos, já que é praxis socialista achar que somos todos burros, e que os burros merecem ser, todos os dias, albardados com patranhas.

Pior ainda é que o senhor de Belém tenha vindo a correr, como é seu indesmentível hábito, apoiar a brilhante proposta do amigo Costa. Em vez de se calar, ou denunciar, veio bater palmas. Pois, mais um “código de contuta” para entreter os burros, safar o insafável, e esquecer no dia seguinte à sua entrada em vigor. Estes factos, ou se esquecem ou se assumem, não há meio termo.

Nós, que assistimos, com espanto e nojo, a esta desafinada ópera bufa, por aqui ficamos à espera do quinquagéssimo acto, e a pagar os bilhetes.  

 

5.4.19

UM ATAQUINHO DE “ÉTICA REPUBLICANA”

Depois de ter nomeado dúzias de mulheres e maridos, pais e filhos, boys de todos os tamanhos e feitios, para tudo o que é lugar no chamado governo e nas suas adjacências, depois de o sapo César, mestre nestas matérias, ter achado tudo muito bem, depois o conhecido como primeiro-ministro e chefe incontestado do PS se ter indignado com aquilo a que, à boa maneira do seu antecessor, chama conspiração da direita e de certa imprensa, o PS foi atacado por súbita moralidade. É de estalo.

A prová-lo, a mui desagradável secretária adjunta Ana Catarina, cheia de novíssima consciência, declarou que a nomeação para o lugar de adjunto de um primo de um secretário de Estado foi coisa “profundamente errada e inadequada”.

O IRRITADO, como sempre, sente-se na obrigação de louvar o PS, desta vez na pessoa de tal e tão extraordinária senhora, bem como na reacção rápida do nomeante, que tratou de mandar o primo às urtigas, ficando ele na mesma. Formidável!

Assim, daqui fazemos um apelo à consciência, à indesmentível honestidade e à soberana coragem do PS e da sua secretária geral adjunta, para que, em límpida coerência, aplique o mesmo escrúpulo às restantes dúzias de nomeados desde há quase quatro anos a esta parte: mande-os também às urtigas! Tudo para a rua, que a moral republicana assim o exige! Bem sei que ficávamos quase sem governo, mas não viria daí mal ao mundo.

 

8.4.19

 

Obs. Tenho muita pena do tal adjunto que já não é adjunto. Não passa de isolada e inocente vítima da repentina descoberta do PS.

PEIXEIRADA DA FINA

 

Toda a gente compreende, e até acha graça, às discussões das peixeiras. Têm justa fama pela forma, a linguagem, a casca grossa, os disparates. A tais “diálogos” soe chamar-se peixeiradas.

Mutatis mutandis, há outras peixeiradas, mas sem piada nenhuma. Aqui há tempos, o Prof. A. C. Silva queixou-se dos exageros do palavreado, “verborreia frenética”, que por aí campeia. Vai daí, sem mais nem menos, o Prof. M. R. de Sousa enfiou a carapuça, deu à casca, e desatou aos gritos contra o colega. Começou a peixeirada, da fina, da universitária, da presidencial. MRS, sem mais nem menos, decretou que CS tinha dado posse a mulher e marido, a pai e filha. É claro que CS não os nomeou, foi um tal Costa; CS, contrarido, deu posse. MRS tripudiou sobre conceitos que bem conhece. CS foi culpado, ele, MRS, mais não fez que aceitar o que ele, CS, tinha feito! Mas, pobre dele, nunca mais aceitou nepotismos, nem “nomeou” ninguém. Pois não, só aceitou promover a ministra a filha de um ministro. Chateado, CS ripostou, com razão, que as suas “nomeações” e a experiência internacional  não têm nada de comparável com o que se passa com o governo da geringonça. Caso arrumado? Não. A peixeirada está, ou já estava, instalada. MRS veio declarar que CS não tinha “sentido de Estado” (caso PGR). Toma! O CS não tem nada a ver com a nomeação da nova PGR, só eu, só eu, eu é que sou Presidente, ha ha! Acrescentou então que não comenta ex-presidentes, uma questão de cortesia, sentido de Estado e respeito pela função. Coerentemente... comentou mesmo, e de que maneira! E não perde ocasião para comentar mais ainda. Coerentemente, pediu “contenção”, “bom senso”, “educação”, “equilíbrio”, “respeito”, tudo “pelo prestígio da democracia”. Tudo, entenda-se, virtudes que CS não tem. Por outras palavras, MRS auto-atribui-se o direito de comentar o que lhe vier à cabeça, de enfiar as carapuças que entender, de dar à casca quando lhe apetecer, mas nega a CS tais direitos.

 

E aqui temos, ao mais alto nível, uma vergonhosa peixeirada.

     

2.4.19

EU NÃO DIZIA?

O meu post  de há três dias ( TRANSPORTES PARA O POVO) acabava assim: “Algo me diz que, a curto prazo, as broncas vão começar”.

Já me tenho enganado algumas vezes, mas desta, acertei! O curto prazo foi menos de uma semana. Rezam hoje as notícias que a despesa, brilhantemente calculada, que os novos passes iam custar ao orçamento e, em ridícula percentagem, aos municípios, se cifrariam em 85 milhões. E não é que, em meia dúzia de dias, já vão em 117?

Não sei nem me interessa saber quem foram os geringonços que fizeram o primeiro cálculo, mas é de pensar que foram os mesmos que fizeram o segundo. Compreendamos: mais 32 milhõezitos (38%), o que é isso? Peanuts! Sim, uma miséria, se estimarmos os cálculos que a seguir virão. Cesteiro que faz um cesto faz um cento, não é? Isto foi só a primeira bronca.

Imagine-se o que vai acontecer aos outros mirabolantes números que a geringinça cospe por aí: menos 40.000 carros na cidade; mais, pelo menos, 10% de aumento de procura, só no primeiro ano; menos não sei quantas toneladas de CO2; mais investimento; etc., etc., etc., a imaginação e a propaganda não têm limites. A avaliar pelos primeiros cálculos, imagine-se o que virá aí: broncas e mais broncas, é de prever.

Há uma explicação para isto. A geringonça teve o maior triunfo da sua miserável história. Vai dar votos em barda. Chapeau!  O resto é conversa. Os resultados das medidas medem-se em votos, não em euros. Quando for preciso pagar logo se vê.

Para já, em termos eleitorais, tudo nos conformes. É claro que andam por aí uns privados a fazer huuummmm... se agora pagam mal, e tardíssimo, o que será a breve prazo? Se eles não sabem quanto vão gastar, nem quando, como podemos contar com eles? Antes de mais, isso de investir fica no tinteiro.

Estes privados que se ponham a fancos. Se começarem a recalcitrar, as malucas e o Jerónimo desatam a gritar pela nacionalização: os transportes são do povo, nossos, não são um negócio, etc.. Por outras palavras, são um buraco, esse sim, de todos nós, como é costume.

 

1.4.19

PS.1. Quando li as notícias sobre esta história, palavra de honra (minha, boa, não a do Costa) que pensei que seria um poisson d’avril. Mas não era. O que quer dizer que ainda dou benefício da dúvida a esta gente. Burro!

PS.2. Vejam bem a grande capacidade do PS para as contas: a lista dos familiares no poleiro foi de "um ou dois", subiu para "quatro", depois para "seis", chegou à "dúzia", depois a "duas ou três dúzias", sempre nas palavras dos mais bem informados e responsáveis militantes. O "Expresso" elevou para "mais de quarenta". Cambada de aldrabões ou milagre da multiplicação dos "cargos".

O POVO AGRADECE

No uso da sua habitual lata, anda por aí o camarada Centeno a gabar-se de, mais uma vez, ter baixado o défice - é certo que bem menos que Passos Coelho, mas isso, como é natural, não faz parte do discurso. A gabarolice não tem limites. Vale tudo, não só o auto-elogio, são as habituais mentiras, repetidas leninísticamente, sem vergonha de qualquer espécie.

A carga fiscal não subiu, repete o geringonço. O Estado arrecadou uns 70.000.000.000 de euros, ou seja, qualquer coisa como mais 2.500.000.000 que no ano enterior. Mas os arautos do poder absoluto da esquerda dizem que não senhor, e fazem as contas à sua maneira: o que aumentou foi o consumo, o que aumentou foi o rendimento e o emprego, por isso que, à subida da receita, devam os cidadãos reagir agradecendo ao Centeno!

É claro que são contas que nem um cigano alquilador teria lata para fazer. As receitas subiram percentualmente em relação ao PIB, isto é, a carga não pode deixar de ter subido. As falácias sucedem-se: o governo criou não sei quantos milhares de postos de trabalho! O governo? O governo arranjou mais uns empregos na função pública, o que quer dizer que aumentou a despesa estrutural. E mais nada. O resto, o que importa, deve-se, em exclusivo, à iniciativa privada e ao boom do turismo. A ver com a geringonça, zero.

Uma coisa é a verdade, outra a propaganda.

 

28.3.19

TRANSPORTES PARA O POVO

Esta história dos passes, reconheço, é uma malha de grande alcance para a geringonça. Faz lembrar – que ideia! – as borlas do metro e dos telefones de Moscovo durante os brilhantes tempos da URSS. A coisa vai ter, sem dúvida, vistoso efeito eleitoral, pelo que se pode dizer que, para já, o chamado governo marcou pontos. Também é verdade que o PSD/Rio reagiu ao assunto da forma mais ridícula que se pode imaginar, o que tem o seu quê de natural se atendermos à cretinice que se apoderoiu do partido. Não há dúvida que a medida não podia ser mais popular, nem ter um efeito tão importante na economia de tanta gente. Parabéns.

Mas... os transportes, como é evidente, não vão ficar mais baratos. Vão custar o mesmo ou, se as promessas forem cumpridas, muito mais. Alguém vai ter que pagar. Com a maior das canduras, dizem por aí que serão as autarquias mais o orçamento do Estado. Ou seja, que pagamos todos, a começar pelos que não têm passe, ou não precisam dele, ou estão a milhas dos privilegiados pela medida. É o costume, estamos habituados; não pagamos já todos os buracos da Carris, para que o senhor Medina se repoltreie nos transportes com uma empresa “limpinha”? E os fornecedores de serviços, que se queixam das voltas e reviravoltas a que as suas facturas têm que se submeter e da caloteirice adjacente? Se o Estado e as câmaras já levam seis meses para pagar, sem satisfações nem juros, como é que, tendo que pagar o dobro ou o triplo, o farão daqui por adiante?

Algo me diz que, a curto prazo, as broncas vão começar.

 

26.3.19

OS RIDÍCULOS

 

 

 

 

Estou de acordo com o camarada Francisco Assis - o único socialista que nunca foi à bola com a geringonça - quando diz que não conhece o pensamento do Medina nem o do Pedro Marques. Daqui lanço um apelo a quem conheça coisas tais, ou a quem, ao menos, saiba se existem, para que me esclereçam - e ao Assis. E outro apelo: quem puder, dê um trabalhinho qualquer ao Assis, já que não é difícil perceber que, com o Costa, está irremediavelmente feito ao bife.

Do Medina, ainda poderemos dizer que tem feito umas obras, boas ou más, mas visíveis.

Ideias do Marques, zero, obras ainda menos, a não ser que se trate de obras por fazer. Destas, há até muitas que já “inaugurou”, perante assembleias várias de socialistas e outros pategos, com a colaboração atenta e obrigada das televisões e dos jornais. Um aldrabãozito de meia tijela. Ninguém mais adequado, no parecer do camarada Costa, seu colega no mercado das petas, para ser o patrão da candidatura socialista ao Parlamento Europeu, e até – imagine-se o inimaginável – para candidato português a um lugar de topo na lista dos membros da Comissão Europeia.

Espera-se que haja algum bom senso por parte de quem manda naquela coisa, de forma a não nos sujeitar a ter, na Comissão, um representante deste calibre. Para ridículo já basta o César.

 

26.3.19

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