O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA.
Winston Churchill
O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA.
Winston Churchill
Ao longo da miséria que foi o filme, ou a série, do Orçamento, muito foi o barulho sobre a chuva de dinheiro que o Montenegro resolveu despejar sobre o “povo”. Diziam o labrego do PS e os respectivos muchachos, que se andava a gastar muito dinheiro, que não ia haver “equilíbrio das contas”, que o dinheirinho "do Medina" ia acabar, etc.
Agora que baixaram a bola com medo das eleições, decidiram que, “na especialidade” –segunda temporada da série - iam exigir mais massa para as reformas. Então, há uns dias queixavam-se que a distribuição era demais, agora querem mais demais?
O IRRITADO não faz ideia sobre se o dinheiro sobra ou falta, mas observa a lógica, a sabedoria, a inteligência, a congruência, a firmeza dos “ideais” e das “ideias” dessa desgraça em forma de gente que se cahama PS - ou PSN, que é a mesma coisa.
Aqui há dias, houve na minha rua uma rotura nos canos da EPAL. Um riacho correu pelas valetas, semi-inclinadas cá no sítio. Ao passar pelas sarjetas, a marota da água continuava a passar como se nada fosse.
Ao ver isto da janela, o IRRITADO, que não percebe nada de hidráulica mas não se considera estúpido (passe a imodéstia), pensou: então anda o Moedas a gastar milhões, honra lhe seja, na construção de uns túneis para esgotamento das águas da cidade e evitar inundações, e as sargetas estão entupidas? Vale a pena o trabalho e o dinheiro? Para que servem os túneis se não há escoamento para eles?
Fica a questão. Talvez o Moedas se lembre de mobilizar uns mihõesinhos para reabilitar as sargetas.
As afirmações de “princípio” dos mais altos dirigentes do Chega, talvez espelhando e alimentando os “valores” de uma raiva social digna de nazis que acredito possa não ser representativa da maioria dos seus eleitores, são, a todos os títulos, miseráveis, indignas de seres humanos e colocam-se para além, ou abaixo, do tolerável em qualquer sociedade civilizada.
Resultado: para já, abriu-se o pano para o palco de uma multidão de “peticionários” cuja postura vai muito para além qualquer justa indignacão. Estamos mergulhados, completamente a despropósito, numa desbragada campanha de propaganda do chamado politicamente correcto, do nacional wokismo, do tempo de antena à la carte para a “ideologia de género” (veja-se, por exemplo, as declarações de hoje, do Sr. Prata Roque), do fartar vilanagem nas televisões, personificado, quase em exclusivo, por habituais activistas da esquerda radical. Eis o que a estupidez das convicções do Chega já conseguiu. E muito mais vai conseguir, com a habitual subserviência e colaboração dos media (mídia, em “ignorantês”), jornais, rádios, TV, redes sociais...
É evidente que as declarações dos “venturas” merecem repúdio e castigo. A Democracia e o Direito não são compatíveis com a propaganda da morte, da violência, da perseguição política, da desumanidade. Mas também não o deveriam ser com o seu indecente aproveitamento para a propaganda radical de coisas praticamente tão más como as que, com razão, condenam.
A pessegada dos dizeres sobre os selváticos acontecimentos dos últimos dias parece não ter fim.
A parceria do ódio (Chega e Bloco) já disse o que tinha a dizer, já odiou o que tinha a odiar, já entrou nos seus habituais orgasmos, e parece quere continuar. Interessa tanto o que dizem (ou cospem) uns, como o que dizem (ou arrotam) os outros.
De resto, não há quem não meta os pés pelas mãos sobre o assunto. Ao certo, ninguém sabe de nada.
Já se disse quase tudo o que se tinha a dizer e a contradizer. É o que temos.
O IRRITADO vem só acrescentar uma coisinha que está em falta. Quem se lembra do motorista que levou com um coktail molotov na cara e está a lutar pela vida no hospital? Então o homem, que não tem culpa de nada, não é suspeito de nada, nem uma palavrinha merece?
Passados uns meses de pantominas várias, vimos ontem, armado em homenzinho, o socialista-mor dizer que, contra as suas próprias “razões”, deixará passar o orçamento. Partindo do princípio que não dará ao fulano alguma birra pelo caminho, o Montenegro vai ter orçamento. O paspalho não deixará de lhe fazer a vida negra na “especialidade”, e, em definitivo, nada está garantido. Para já, temos a palhaçada interrompida por uns dias. Estamos só no intervalo.
Ficou, porém, por dizer a razão principal para a anunciada decisão. O socialismo do Rato, com o chefe à cabeça, borrou-se de medo com a hipótese de eleições. E se o Montenegro esquecesse o “não é não”? E se o Chega que, em cagaço, ombreia com o PS, uma vez devidamente encolhido, se civilizasse? Onde iria parar o barbaças e a sua tribo?
Já tudo está dito, redito e tredito sobre o horrível espectáculo da chegada de Ricardo Salgado ao tribunal. A cena já se tinha dado, pelo menos noutra ocasião, sem que tantas almas se condoessem.
Adiante.
Salgado não pode, simplesmente, ser julgado. Neste aspecto, acabou-se a “festa”. Compete imaginar o que se vai seguir, que vai ser outra “festa”, talvez ainda mais interessante para a multitudão de opinadores que já anda para aí a esbracejar.
Junto-me à alcateia, sem vénia nenhuma. O novo episódio poderia chamar-se, se isto fosse uma telenovela: “Quem, eu?”, com personagens vários.
Assim:
Dei um pontapé nas contas porque o chefe mandou. Assinei porque o chefe quis que assinasse, tive medo de ser ficar sem emprego, tenho mulher/marido, e filhos. Pois, é verdade, eu até suspeitei que havia marosca, quem era eu para duvidar do chefe? Isso era coisa do GES e eu era do BES, não sei o que estou aqui a fazer. Isso passou-se em Angola e eu estava em Cacilhas! Eu não fabriquei nada, as coisas já vinham feitas lá de cima, e em cima mandava o chefe. Etc., por aí fora.
Pois, há muita malta, coitada, que se viu envolvida, sem mandar em nada, sem saber de nada, sem decidir nada.
Se calhar todos têm razão. Como o chefe, coitado, já não pode responder, o problema está resolvido.
Vai dar um trabalhão (olhem o caso do Sr. Pinto Sousa, conhecido por "engenheiro Sócrates"), mas ou muito me engano ou a montanha não vai parir um rato, só umas ratinhas mais ou menos inofensivas.
Daqui a largos anos o IRRITADO estará a fazer tijolo. Já não se irritará. Deixa a tarefa aos trinetos.
Anda para aí um anúncio, de págima inteira, duma coisa que se chama MEO, onde um tipo qualquer abraça um giagantesco dístico onde se lê OLIVENZA - grafia castelhana. O slogan, por sua vez, reza “Portugal e arredores”.
Talvez a respeito das burrices do ministro da defesa nesta matéria, havia que explorar o assunto com lata, acrescida de ignorância. A referência a “arredores” outra coisa não significa que não seja que Olivença é um “arredor” de Portugal, que não Portugal.
Vejamos. Olivença foi roubada (“tomada” manu militari) pela Espanha, nas confusões da guerra peninsular, julgo que quando Castela, ou Espanha, ainda esatava “feita” com os franceses. Mais tarde, o referido país, assinou um tratado que impunha a restituição do concelho ao seu legítimo proprietário, ou seja, à soberania portuguesa. Espanha, useira e vezeira nestas matérias, jamais cumpriu o que assinou.
Hoje, a situação é esta: Olivença está apinhada de espanhóis e de património histórico português. Absurdo, mas verdadeiro. Quem lá vai, percebe que está em Espanha. Não há nada a fazer, nem a Portugal convém pôr-se aos pulos sobre o assunto. Para chatices e roubalheiras a água do Alqueva já chega. Idiota seria levantar a questão depois de tantos anos. Mas, convenhamos, a fronteira, à luz do direito internacional - vem nos mapas (das estradas e da ONU) - não é reconhecida por Portugal, e muito bem. Uma coisa é tolerar uma situação de facto, outra é reconhecê-la de jure. Digamos, para simplificar, que Olivença será “território português sob administração espanhola”, ou coisa do género. Ponto.
Mas não é um “arredor”! Nenhuma empresa, maxime a monstruosa e antipática MEO, tem o direito de o afirmar.
Vão lá estender o sinal para onde lhes apetecer, mas sem dar (mais) pontapés na História, no Diteito, ou na gramática.
Não se assustem. Não vou dizer mal. Pelo contrário, este texto é uma humilde homenagm a essa maravilha fatal da nossa idade que se chama PAN.
Andam por aí uns giantescos outdoors dessa prestimosa organização, nos quais, ilustrado com uma cama de casal, o PAN reza, em elegantes parangonas que “touradas só na cama”, mas “com consentimento”, ainda que não esclarecendo quem consente, se o touro se o toureiro.
Repare-se na educação, na delicadeza, no bom gosto, no requinte desta tão singela mensagem. Admire-se a imaginação, a inteligência, a sabedoria - por certo de experiência feita – da putativa autora desta maravilha.
Além disto, o magnífico cartaz implica conhecimenos filosóficos de grande altura, se, por exemplo, pensarmos nas várias modalidades do que a senhora fará na cama, pegas de caras, de cernelha, rabejamentos, bandarilhas... para já não falar de assassinatos como os que os espanhóis praticam aniquilando o adversário à espadeirada.
Tudo isto demonstra a estatura intelectual e o elevado QI da agremiação e da sua chefe. Ficará certamente a dúvida de saber quem, na cama do PAN, será o touro e quem será o toureiro, coisa que, mui justamente, ficará ao critério de cada um. Interessante desafio!
Aqui ficam estas sinceras declarações, a fim de que ninguém possa duvidar da admiração e do respeito que o IRRITADO, mui justamente, nutre pelo PAN e pela sua líder.
O IRRITADO, encarecidamente, pede aos seus leitores (amigos ou nem por isso) que o ajudem na resposta a esta angustiante pergunta: o que fez o Sr. Costa “pela paz”, de tão notável e universal importância que o fez merecedor de um prémio dado pela OCDE, UNESCO, ou lá o que é, que o distingue com global fama e com um chequinho de 140.000 euros?
Confesso que o IRRITADO sofre de evidente iliteracia nestas especiosas matérias e não vê senão falta de paz por todos os lados. Mas, para quem vai lendo alguns jornais, difícil seria não dar pelos com certeza gigantescos feitos de tão importante personagem em matéria de paz, (ou de falta dela?).
Dizem as sondagens, e admitamos que merecem algum crédito, que o famoso almirante do covide é o tipo ideal para se tornar Chefe do Estado.
Vejamos. O almirante era, antes do covide, um desconhecido, tão desconhecido que nem ilustre se lhe podia chamar.
Veio a chamada pandemia e, logo a seguir, ou durante, apareceu uma senhora, tão desconhecida como ele e sem nada de ilustre, mas tristemente célebre de um dia para o outro por cantar a “internacional” no duche. E ainda mais tristemente quando, eventualmente por causa da filosofia da dita cantiga, acabou com pelo menos três hospitais que funcionavam bem e até davam dinheiro e pôs de pantanas o seu bem-amado SNS. Tais feitos, aliados à mais radical incompetência no caso do covide, renderam-lhe formidáveis aplausos do PS (a estupidez não tem asas mas voa...) e levaram-na escada acima até à AR e ao Parlamento Europeu - local onde já se tornou conhecida por várias asneiras e votos de pernas para o ar.
O estatal desespero do governo e do povo levou a que a tropa fosse chamada para tratar do covide. E assim, com todo mérito, o almirante deixou de ser desconhecido e tornou-se uma nacional celebridade. Para além da gestão das chamadas vacinas, passou a herói dos submarinos, entre outros feitos de que já não me lembro.
Não lhe nego tais qualidades. Mas não me ocorreria, até hoje, guindá-lo à chefia do Estado. Aqui bate o ponto. Porquê a preferência das gentes?
Arrisco uma tese. As pessoas vêem os partidos políticos a procurar um dos seus para o cargo. Ou seja, segundo os profissionais da política, o futuro Presidente tem, obrigatoriamente, que ser do PC, do BE, do PS, do PSD, ou até algum cão, desde que filiado no PAN.
Daí que prefiram um cidadão sem ideias ou fidelidades políticas conhecidas, mas publicamente conhecido e apreciado. Alguém que não ameace meter-se no dia-a-dia da política e que represente o Estado com a devida dignidade e a indispensável gravitas.
À mão, só o almirante.
Veja-se o que aconteceu na desgraçada I República. No meio do nacional esterco surgiu o Sidónio Pais, amado pelo povo e odiado pelo esterco que o matou. Chamavam-lhe Presidente-Rei, porque viam nele, bem ou mal, a redignificação do Estado. Na II República, o Presidente passou a ser um militar, mero representante do poder radical de outrem. Na III República, passada a tentada militarização comunista, voltámos aos Presidentes partidários. De notar que um dos mais radicais republicanos do país (Raul Rego), ao procurar o maior elogio possível para Mário Soares, lhe chamou Presidente-Rei.
É isso. Os portugueses, mesmo que inconscientemente, quereriam um Rei. Alguém que “reinasse” fora do dia-adia e das suas guerrilhas. Exemplos não faltam por essa Europa fora, nas melhores democracias do mundo. Aguém que pudesse representar e dignificar o essencial do País.
Há já uma data de anos, um ministro do PS, tendo caído uma ponte, demitiu-se. Foi (e é-o ainda, quando dá jeito) elogiado pelo seu “sentido de Estado”, coragem, desapego do poder, honestidade, superior sentido da responsabilidade, etc. Muito bem. A ponte caiu, era gerida pelo seu ministério, o ministro caiu com ela. Como é evidente, o homem não tinha nada a ver com o assunto, a não considerar-se institucionalmente responsável.
Faça-se agora a comparação com a espernéfica senhora que chefia o PS/europeias. Ao fim de umas semanas de presença nas notícias não há quem não esteja farto das saltitantes gargalhadas da senhora, das gabarolices do Covide (quem tratou do assunto foi o almirante) e do seu total desconhecimento do caso das miúdas brasileiras. Que ideia! Era ministra da saúde mas não fazia nem faz ideia. Nem de longe nem de perto. Pois. A senhora não sabe, nem aprendeu com camarada da ponte, o que é a responsabilidade institucional. Nem tem que pedir desculpa. Nem de se demitir, que horror!, do cargo de deputada nem de cabeça de lista do PS, nem do seu garantido lugarzinho de deputada europeia. Que ideia!
Aprendam, rapazes, esta lição de coerência política e pessoal.
A Dona Carmo Afonso, plumitiva hiper/super/ultra esquerdoida, veio à cena condenar os avanços do hiper/super/ultra esquerdoido Boaventura Sousa Santos, zarolho como ela, dizendo que os avanços do dito sobre as suas (dele) subordinadas são manifestação de “hipocrisia”.
Muito bem!
A parte interessante da coisa é que dona Carmo acha que os pecados do homem nada têm a ver com o facto de ele ser da esquerda ultra comunista. Não! No brilhante cérebro da senhora entre os esquerdistas não cabem tais pecadores. Diz ela que é impróprio da esquerda (subentendendo-se que é coisa de direita) andar atrás de saias. Os machos de esquerda são puros! As aventuras do Boaventura são dele, não da esquerda! E esta, hem?
A nacional-esquerda dita socialista apregoa aos sete ventos, com foros de intocável moral, todas as variedades sexuais do seu vasto cardápio, mas o chamado assédio é coisa de direita.
O zarolho Boaventura, de braço dada com as carmos zarolhas cá da terra, fez da vida propaganda da mais esquerdista das esquerdas, nisso arrastando para o seu harém a própria Universidade de Coimbra, que merecia melhor sorte.
A título de informação (para que saibam o estado das coisas) diga-se que a senhora em causa tem assento fixo numa estação de TV e no diário “Público”.
O IRRITADO não é feminista nem machista. É o que é: um tipo que não atura nem uma coisa nem outra.
Deixo aqui um apontamento para a reflexão dos leitores. É que testemunha que as meninas das TVs – não sei qual delas ou todas – são (ou serão?) ou machistas ou anti-feministas. Vejamos, por exemplo os programas sobre guerras. De um lado, o “senhor general”, do outro, “a Raquel”, de um lado, o “senhor embaixador”, do outro, “a Diana”.
Estão a ver? Será que as meninas das TVs conhecem a Raquel e a Diana da costura? Será que a Raquel e a Diana não são professoras, doutoras, ou coisa que o valha, ou nem a senhoras, ou senhoras donas, ou só donas, têm direito? Em alternativa o IRRITADO propõe que o senhor general passe a Manel e o senhor embaixador passe a Joaquim. Ou então a camaradas, em comemoração do 25.
Em suma, as fulanas das TVs, forradas de toilettes e de cabeleiras várias, não têm educação, nem própria nem dada pelo do patrão.
Não sei o que é pior, se as declarações de Marcelo, se as duma brasileira com a assento no respectivo governo.
Um pouco de História. Quem ouve as bojardas esquerdistas (e, agora, marcelistas) sobre a escravatura, é levado a pensar que os portugueses, manu militari, invadiam territórios nas colónias, matavam gente, cercavam povoações, etc., para angariar mão de obra escrava.
Sem negar a escravatura, nem a justificar o injustificável, devia haver alguém, mais responsável, ou credível que o IRRITADO, a pôr pontos nos is. Não há memória histórica de tais razias. Os escravos eram mobilizados por negociações dos negreiros com as autoridades locais, sobas, reis do povo, “mais velhos”, e outros com poder sobre as populações. Tão responsáveis como os negreiros são os que com eles faziam negócios em boa paz e harmonia “económica”.
Quem deve a quem? Evidentemente, ninguém. Quem é, hoje, responsável? Evidentemente, ninguém. Quem deve receber “reparações”? Evidentemente, ninguém.
O nosso Presidente está maluco? Evidentemente, pelo menos às vezes.
A ministra brasileira? Essa, deve ser doida de nascença. Então o Brasil, atafulhado de património português, criado pelos portugueses, tornado independente por um Rei português há dois séculos, quer mais? A mulher é doida, ignorante, burra, ou só desonesta e oportunista? É tudo isso e muito mais.
O IRRITADO tem estado em silêncio. As circunstâncias da vida, a falta de inspiração, a multidão de comentadeiros, a abundância de gente a clamar nos jornais e nas chamadas redes sociais (um mar de lixo), tudo leva a que se torne redundante qualquer opinião. O preto, o branco e o nem uma coisa nem outra, tudo se diz e escreve, a atropelar o raciocínio de cada um.
Porquê voltar? Porque esta históris da dona Temido ser cabeça de lista do PS ultrapassou o imaginável. Quais as razões para que esta senhora, conhecida por cantar a internacional no chuveiro, por ter desgaraçado o SNS, por ter acabado com a melhor gestão de hospitais do país, por ter tido que chamar a tropa para as vacinas, por não ter dito, feito, defendido nada de importante, por positivo, se transformou numa star do PS, deputada, candidata à Câmara de Lisboa e, agora, cabeça de lista do partido às europeias? Porquê? Por nada, a não ser por causa da prestigiosa “inteligênca” do P(N)S.
O IRRITADO, da sua humilde tribuna deseja à ilustre cidadã e ao PS o destino que merecem.
Já agora, sublinhe-se a indignação do fantástico Moreira. Então ele, imperador do Porto, indiscutível condotieri de todos os invejosos, ficar atrás de um “puto”, um “mouro”, um irritante palrador? Número dois? Não queriam mais nada?
Hi hi. Apesar dos tempos, ainda há coisas que nos fazem rir.
Já todos fomos avisados sobre o ingente problema dos descuidos anais das vacas, responsáveis por 0,0002% dos 0,3% do CO2 existente na atmosfera por culpa da humanidade (leia-se do capitalismo). Parece que o BE, o PC, o PS e a turma dos activistas climatéricos concluiram que as vacas estão feitas com o sistema e devem ser abolidas com urgência, não vá o planeta acabar de um dia para o outro.
Consta até que a paspalhona Mortágua vai propor o fecho imediato dos talhos, a proibição da venda de bifes, sobretudo com molho, tornando indispensáveis várias alterações ao Código Penal, de forma a criminalizar com penas graves qualquer infracção. Os matadouros, por seu lado, receberão prémios chorudos por cada vaca que abaterem. Parece que a papuda do PAN também está a tratar deste assunto, mas com alterações, v.g. a abolição dos touros, espécie capitalista que também se descuida e cuja manutenção seria um inequívoco acto de machismo.
Apesar das nobres intenções da crescente nacional-paspalhice, parece que o povo, de um modo geral, não está de acordo. A esquerda tem já dois think tanks a trabalhar na abolição de tal povo, a fim de acabar com opiniões politicamente incorrectas, isto para não dizer fascistas, homofóbicas, de extrema direita, falocráticas e demais adjectivos da ordem. Há quem diga que o assunto não deixará de ser devidamente apreciado no Largo do Rato.
Isto de haver quem não goste do socialismo deve ser motivo para aplicar medidas como as das vacas. Olaré.
A avó da paspalhona Mortágua foi metida a martelo na campanha eleitoral. Dada como exemplo da injustiça das rendas, a senhora, calcule-se, é obtigada a pagar e fabulosa soma de 400 euros por mês por um T3 na Avenida de Roma, um bairro degradado, sem infraestruturas, um pardieiro, como devem calcular. Pobre senhora. Verdade se diga: a extremosa neta, preocupada com a situação, denuncia essa exploradora do povo, uma tipa do CDS, que fez uma lei iníqua, destinanda a explorar velhinhas.
Brada aos céus! Desta vez, o IRRITADO, sedento de justiça, não pode deixar de aplaudir. Então não querem lá ver que a legisladora, uma tal Cristas, impôs que a frágil criatura pagasse ao senhorio (ainda por cima uma IPSS) tal fortuna? E mais, que os outros senhorios lá do bairro degradado, cobrassem 1.500 a 2.000 por uma casa igual. Onde pode chegar a injustiça!
Estamos a assistir, desde há longo tempo, ao verdadeiro resultado da governação socialista dos últimos anos. Não é só o facto de ser socialista (veja-se essa louca que foi ministra da saúde, que deu cabo dela por motivos ideológicos e continua em alta no partido, veja-se esse parlapatão tipo BE que tomou conta dele, veja-se os herdeiros de sócrates na mó de cima...), é por ter abandonado os portugueses à sua (má) sorte, em banhos de irresponsabilidade e incompetência nunca antes vistos, é por ter dado cabo de quase todos os serviços públicos, da defesa à saúde, da educação à administração pública, é por ter abandonado o investimento - a não ser o “investimento” de €3,2M na TAP - e a economia.
Parece não haver ninguém, polícias, militares, agricultores, professores, médicos, funcionários judiciais... que não tenha acumulado toneladas de razões de queixa, de abandono, de desprezo. E aí está meio mundo na rua aos gritos de protesto e desilusão. Os tonitruantes do Chega (leia-se no singular, o tonitruante do Chega) banham-se nas águas chilras do mar de irresponsabilidade e incompetência do PS, nas trapalhices do PS (e dos seus líderes – o passado e o actual), nas aldrabicaes do PS, na ineficácia do PS, no desrespeiro do PS por tudo o que não for o poder.
Está-nos a cair em cima o resultado de oito anos disto. Alguém beneficiou com isto? Ninguém. beneficiaram as contas públicas, proclamadas ad nauseam pelo PS. Socialmente, zero. Educacionalmente, zero. Segurança, zero. Saúde, abaixo de zero. Etc.
E é perante isto que ainda há quem vá votar PS! E quem queira dar por garantido que não haverá alternativa, votando Chega!
- O PAN tem mais poder na Madeira que os outros partidos todos juntos.
- O novo chefe do PS faz promessas tão realistas como as do Chega. Nunca um parlapatão do seu calibre chegou tão alto.
- O PSD não passa da cepa torta. Propõe, mas não faz eco.
- Os órgãos de “informação”, por cada referência ao PSD/AD publicam cinquenta do PNSantos e quarenta do Chega, que se somam às do seu aliado PS.
- A IL anda a braços com o saco de gatos em que se transformou.
- O PC vai indo para o cano, não há ETAR que lhe valha.
- O BE mantem o discurso de ódio a tudo o que mexe.
- O chamado Livre esbraceja escanchado entre o esquerdismo e a “Europa”.
- A Justiça mete-se nas eleições, escolhendo o momento ideal para atacar com trezentos fulanos, aviões da tropa (quem paga? quem autoriza?) e circo mediático devidamente treinado e obediente .
É isto o que vemos. E vamos continuar a ver. As luzinhas ao fundo do túnel estão fundidas.
Dizia-se isto em tempos que já lá vão. Não sei se ainda se usa, se já foi substituído no léxico da novilíngua, já que “baila” devia dizer-se “baila, bailo e baile” a fim de evitar sexismos, coisa do passado. Hoje não há sexos, há “géneros”. O IRRITADO (que se julgava do sexo masculino) tem dado tratos à mioleira, a fim de saber de que género é. Para além do que o nome diz, é do género chato, gerontocrático, antipático e benfiquista. Dos géneros em voga, o IRRITADO não percebe nada nem tem interesse em perceber.
O que poderá interessar aos que fazem o favor de o ler é dizer que isto é uma tentativa de recomeçar os trabalhos, sem compromisso nem garantia de continuidade.
Para além dos sexos, há muitas outras coisas a caminho da extinção. Portugal é a primeira delas. A Constituição não é “Portuguesa”, é “da República”. Depois de um “preâmbulo” em que nos informa que isso de democracia, direitos, primado da lei, etc, é muito bonito desde que se mantenha o objectivo principal, isto é, que se construa uma “sociedade socialista”. E assim por diante: logo na primeira linha do artigo 1º, a Constituição informa o povo de que “Portugal é uma República”, como tal o definindo. Definir é marcar os limites. Logo, quer dizer que, quando não era república, Portugal não existia. Seria outra coisa qualquer, Portugal é que não. Oito séculos para o caixote do lixo. Respeitados alguns detalhes, estatuído fica que a tal república, ou é socialista ou sai das “normas”, não presta. Talvez não só por causa disto, mas no glorioso espírito disto, Portugal vem definhando às mãos de um socialismo dito democrático mas meramente determinado em guardar o poder, haja o que houver e doa a quem doer. E dói, antes de mais à inteligência de cada um. A médio ou longo prazo, Portugal, enquanto país, está condenado à inexistência. Com ele, outras instituições e maneiras de pensar sofrem parecido destino. A família, por exemplo. A honra, o primado da verdade, o sentido de responsabilidade, os valores que se diria perenes, a Informação, mais a Defesa, a Educação, a agricultura, a marinha (militar e civil), a Liberdade económica... Tudo substituído por um burocracia infrene e por um poder que, por avassalador, provoca o desinteresse, a desilusão, o abandono nos braços do que “está”.
A única esperança das novas gerações mora no estrangeiro. É semelhante à dos miseráveis da África negra e do Industão. As características são diversas mas no fundo o fenómeno é o mesmo.
E esta já vai longa. Espero que o IRRITADO não esmoreça sem dizer umas coisas sobre a actualidade.