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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

A CULPA DOS OUTROS

No meio do inacreditável charivari em que mergulhou  a luta contra o covide (à excepção das vacinas), com tudo minha gente a bolsar preciosos bitates, a dizer que o preto é branco e o branco é preto, com a Constituição e os direitos das pessoas metidos no lixo dos decretos diários, contraditórios e incompreensíveis, com o chamado primeiro ministro e o Presidente da República de candeias às avessas (o que não é mau), com a economia cada vez mais de rastos, uma preocupação sobreleva a todas as outras: a culpa. Culpadas são as famílias que comemoraram o Natal, são as festas de anos, os casamentos e baptizados, o Sporting, a liga dos campeões e outros ajuntamentos, em suma, somos nós, os cidadãos, portamo-nos mal, somos anti-cívicos, não percebemos que as negações de direitos são “democráticas”, que os jóvens não passam de bandos de viciosos, alcoólicos, desordeiros, que os empregados de mesa foram graduados em enfermeiros, que, como aconteceu em Lisboa, podemos ser cercados por forças policiais, que temos que ir para cama às onze, que devemos respirar os gases que os nossos pulmões expulsaram, sujos e desoxigenados, sim, nós, nós não prestamos, só o governo é bom, só o governo é dono e senhor dos nossos direitos, só ele pode, com toda legitimidade, diminui-los, proibi-los, aboli-los sem explicações (ou com marteladas sem sentido) nem limites que não sejam os do que lhe apetece, ao sabor das conveniências do poder.

Além disso, somos (alguns) “negacionistas”. Nem de pensar somos livres, quanto mais de dizer que não acreditamos na omnisciência governamental. Ainda ontem, uma doida qualquer propunha por escrito penas do inferno para quem não acredite na verdade oficial, tão querida dos ditadores. Por exemplo, manifestações de horrorosos negacionistas, com largas centenas de milhares de pessoas, como as que aconteceram há dias em Londres ou em Paris, não tiveram jornais, nem telejornais que se lhes referissem. Depois dizem que não há censura. Não há pouca.

Mas há excepções. Por exemplo, o sagrado direito à greve. Milhões de pessoas encarceradas como sardinha em lata, nos autocarros, nos comboios, nos barcos, por decreto não transmitem o covide como o fazem os casamentos, os baptizados e os jantares de amigos. Milhões de pessoas esperam horas por um comboio que não chega, por um barco que não parte, para depois,  ao empurrão, ser encaixotadas, bem agarradinhas, no primeiro que chegar. O governo é capaz de fazer a requisição civil da propriedade alheia, incluindo com invasões armadas, mas não é capaz de dominar os sindicatos que, em flagrante desprezo pelos cidadãos, se comprazem em acabar com o “distanciamento social”. De acordo com o socialismo, são bemvindos quando o fazem.

E é o que resta.

 

15.7.21

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