A LUTA CONTINUA
Gostava de saber por que carga de água anda a chamada ministra da justiça a convidar os partidos para que se pronunciem sobre a ingente questão do fim do mandato da Dona Joana Marques Vidal. Ainda gostava mais de saber porque se sujeitam os partidos a tal palhaçada.
A senhora dita ministra ficou célebre quando declarou não haver qualquer possibilidade constitucional de renovar o mandato, mostrando um intragável desconhecimento do que a Constituição reza a tal respeito, quem sabe se por influência do seu esquerdíssimo marido, prof. Paz Ferreira.
Não contente com isso, lança esta campanha de “consultas” aos partidos. O que quer isto dizer? Que, afinal, a proposta de novo procurador ou de novo mandato é de sua iniciativa, não do chamado primeiro-ministro, e que será ela, não o senhor de Belém, a nomear seja quem for? Ou quererá, simplesmente, dizer que a luta sem tréguas do PS contra a dona Joana continua viva, jogando-se agora as últimas cartadas? Por trás das “consultas” não pode deixar de estar a mãozinha do senhor Costa que, com desculpas de mau pagador, não desiste de dar largas ao medo, terror, pânico que tem da dona Joana. Diria o Jerónimo que é um caso em que se aplica a sua máxima “a luta continua”.
No fundo, o lançamento da ideia da impossibilidade de um novo mandato, anunciada com os pés pela chamada ministra, deve ter sido encomenda directa do chefe, a fim de criar ambiente para a aceitação da defenestração da procuradora. O tiro saiu pela culatra: a recondução passou a ser defendida por toda a gente, como mais ou menos “compromisso” dos políticos.
Mas, atenção! A luta continua, tem ocupado as manchetes, sendo que ocupar manchetes, numa informação servil como a nossa, é uma das especialidades em que o costismo é mais eficaz. Facto é que lançar dúvidas onde dúvida alguma existia, tem tido um certo sucesso: a pressão é tal que a opinião pública começa a titubear.
Talvez o comandante da geringonça consiga livrar-se da procuradora. Do que não se livrará é da fama de correr com ela para se favorecer e descansar o partido. E, a haver um novo PGR, não se livrará de ter como principal missão a de não chatear o PS e os seus muchachos.
A ver vamos.
20.9.18