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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

A QUADRATURA DA ASPIRINA

 

Com o seu arzinho de boa pessoa, o mui eficaz, competente e já famoso ministro da saude, ou assim chamado, resolveu dizer à Pátria que, em gesto de grande generosidade descentralizadora, ia transferir o Infarmed para o Porto. O interessante autarca lá do sítio apressou-se a elogiar a corajosa medida, muito condizente com o portoótico orgulho. Não acho mal. Quanto mais burocratas sairem de Lisboa melhor.

Fatal engano o meu. Sua excelência, com medo de mais alguma greve, apressou-se a declarar, para sossego das massas e dos partidos de esquerda, que nem um funcionário teria que ir se deslocar.

Como é?, perguntar-se-á. Então a coisa vai para o Porto e o pessoal fica em Lisboa? Que raio é isto?

Tratando-se de iniciativa da geringonça, há várias hipóteses a considerar. Ou é tudo mentira, o que é o mais provável, ou então mete-se mais 350 funcionários lá em cima e ficam os outros 350 cá em baixo a coçar os sovacos, assim se criando “emprego qualificado”. Outra hipótese, a mais “justa”, será a semana de 17,5 horas para os 700, o que muito agradará ao Arménio e poderá até ser usado como exemplo para toda a função pública.

Algo me diz que, daqui a um ano, andará o tipo do Porto aos gritos, que ainda não foi cumprida mais esta doce promessa da geringonça.

 

A seguir se transcreve a história falada da histórica decisão.

- Ó Adalberto, esta de os tipos dos remédios da UE irem para Amesterdão é uma chatice para aquele gajo do Porto que deu com os pés ao PS. Bem feita! Nada que não se soubesse à partida, cá no rectângulo só Lisboa tinha hipóteses, e poucas. Porreiro pá. Lisboa fica como estava, o Medina poupou um trabalhão e não se arriscou a ficar de fora. Nada que eu não tivesse em mente quando pus os deputados a votar a mudança. Genial, não achas?

- Com certeza que acho. Mas, ó António, o que é que eu tenho com isso?

- Muito, meu caro, muito. Temos que aproveitar para acalmar a dor de corno do fulano, a ver se o agarramos outra vez. Já que não vai a UE, vais tu.

- Eu?

- Não te assustes, era um refismo.

- Como?

- Pois, parece que nestes casos se diz qualquer coisa acabada em ismo.

- Talvez eufemismo...

- Adiante. Tu não vais. Mandas para lá aquela coisa da aspirina que está em Lisboa, os gajos ficam todos contentes, e marcámos mais um golo. É a descentralização, porra!

- Julgo que te referes ao Infarmed.

- O nome não interessa, desde que acabe em med. Estás perceber?  

- E como é que eu vou mudar 350 mamíferos de Lisboa para o Porto?

- Vamos lá ver se percebes. Não mandas ninguém, é preciso ter cuidado com o PC. Pessoal fora da zona de conforto é que não.

- Então como é que...

- Não sei. Arranja-te. Diz qualquer coisa que agrade a todos. Diz que não é para já. Daqui a um ano ou dois falamos outra vez.

- Se achas...

- Força meu rapaz, coragem! Tens que aprender a dizer coisas, olha que governar é dizer coisas.

 

Se não foi assim, podia ter sido. É o costume.     

 

22.11.17   

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