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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

ABANANADOS

 

Você “compra” a app “Stayaway covide”. No dia seguinte, está sentado numa esplanada, a beber o seu café. Outras pessoas há na mesma esplanada. Uma delas deu positivo ao covide, e está na lista negra do SNS. Tanto a tal pessoa como você têm um telemóvel destes que já não são telemóveis, mas agentes de uma organização não identificada que se chama Google ou outra porcaria qualquer, em Portugal corporizada pelo governo socialista. Vai daí, o seu telemóvel comunica às “autoridades” a má vizinhança a que você se sujeitou. O mau vizinho é visitado por agentes do bigbrother Costa, e posto perante a tenebrosa acusação de andar na rua em vez de estar “confinado”. O hediondo crime será devidamente punido. E você passa a estar sob vigilância policial.

É isto, mais ou menos, mais mais do que menos. Um artista (especialista) da coisa veio à televisão “explicar” que aquilo é secreto, anónimo, ninguém sabe, caduca ao fim de quinze dias, etc. Mas ficará, garante, disponível no mundo inteiro. Percebeu? Eu também não. Como é que é anónimo, se toda a organização sabe que o telemóvel é seu e o do “criminoso” dele?  Você passa a “suspeito”, e está com muita sorte se não o meterem em prisão domiciliária.

Num colégio, um pai estremoso, prenhe de “civismo”, comunicou que um aluno, seu filho, esteve na rua contacto próximo de um infectado. O rapaz foi “suspenso”, e a turma inteira está sob “vigi lância”. Outros casos do género, e as crianças, ou turmas, foram corridas.

Você vai poder andar sem máscara ao ar livre, desde que não haja ninguém num raio de 200 metros. Contrata um agrimensor para saber se, no seu passeio no Gerês, haverá algum malandro a menos de 200 metros: atenção, se for 199 está feito.

Proponho a criação de uma app chamada Stayaway Costa. Haja informáticos que a criem. Eu compro.

Agora, falemos de coisas mais sérias. Números não desmentidos rezam assim:

- Cirurgias adiadadas sine die: 100.000

- Consultas adiadas: 1.000.000

- Consultas em cuidados primários adiadas: 5.000.000

- Casos de morte não covide, a mais do que nos últimos 5 anos: 8.000

Os três primeiros números dizem-nos da colossal paralisia dos serviço, à conta do covide. O último número diz-nos também que o SNS, o tão louvado SNS, o serviço que não está em crise, que tem camas livres, etc. e tal, está de rastos. Morre mais gente sem covide do que com ele, muitas mais do que dantes, muitas das mortes serão de pessoas com covide mas que não morreram disso, o que agrava a situação.

Enquanto as distintas “autoridades” andam a entreter os servos com apps, os doentes não têm a assistência que lhes é devida por um Estado que todos os dias anuncia gloriosamente que vai investir mais, gastar mais, meter milhares de novos eleitores (perdão, funcionários), aumentar os encargos fixos, etc. Os pacientes que tenham paciência e que vão morrendo sem chatear muito. Entretanto, há milhares, centenas de milhares, de infectados que nunca deram por isso, outros tantos que se curam com uns comprimidos para a febre e uns xaropes, as mortes “por covide” são em números cada dia mais ridículos, mas a guerra às mais elementares liberdades continua em acção.

Eu sei, eu sei que não é só cá, que há uma loucura universal fomentada por governos irresposáveis e jornalistas sem escrúpulos, um pânico instalado que serve de desculpa para a instauração das novas medidas, dando laivos de credibilidade a todas as teorias da conspiração.

Por cá, Maria vai com as outras, desta feita com cumplicidade pedida ao parlamento, a fim de salvar a face ao governo. A verdade é que o governo não tem qualquer culpa de nada, nunca teve culpa de nada. É o “abanão” do Costa, que pode não  nos abanar, mas que, de certeza, nos abanana ainda mais do que já estávamos.

Vivemos com isso, o que é pelo menos tão mau como o covide.     

 

16.10.20

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