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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

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O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

ADÃO DA SELVA

Dos confins da selva socialista, surgiu um Adão que, digam o que com razão disserem os comentadores não PS/BE/PC, não é tão mau quanto se esperaria de um adepto da miserável situação em que nos encontramos. Queriam um independente, um académico, um tipo de ideias claras? Há disso? Não há, pelo menos entre os elegíveis para o cargo de chefe das comemorações do 25. Elegíveis, no estado em que estamos, são só os membros ou os apoiantes públicos do poder socialista e dos seus apaniguados. Por isso, a nomeação do Adão não devia ter causado polémica nenhuma. Fora do PS, não há ninguém que pudesse esperar ser “adequado” ao cargo. É nisto que estamos, e não há volta a dar-lhe.

Por conseguinte, teremos que nos congratular com a nomeação do Adão. É que, entre os socialistas, o homem até é moderado, às vezes dá um ar da sua graça, às vezes até parece independente. Sabe disfarçar. Entre a vasta claque do Costa, difícil seria encontrar alguém menos intolerável.

Vejamos agora o que, pela positiva, se pode esperar do interminável e, como tal, inacreditável mandato do Adão.

Lembro-me das comemorações dos cem anos do 5 de outubro, erigida a data como glorioso passo da em direcção à liberdade e ao progresso. Ao longo de largo tempo, tivemos brilhantes comemorações oficiais, oficiosas e maçónicas. Mas apreceram também, fora do que era “institucional”, insofismáveis verdades sobre a data e as suas consequências. Não poucos independentes vieram à tona dizer verdades duras como punhos para o “pensamento” das “elites” de esquerda e para a atmosfera de loas que queriam veicular. A primeira República, aliás já antes denunciada por muita gente sem nada de monárquico

(para esclarecimento de quem ler, lembro obras de escritores insuspeitos, por exemplo, “O Poder e o Povo”, de Vasco Pulido Valente – que de monárquico nada tinha e não era nem de esquerda nem de direita – ou “O Sindicalismo e a Primeira República”, de César de Oliveira – republicano e feroz esquerdista, mas sério)

foi um regime violento, atentatório de liberdades elementares, brigão, caótico, bombista, instável, ruinoso, perante o qual a confusão política dos últimos anos da Monarquia constitucional era bricadeira de crianças. Regime em que a proclamada democracia foi substituída por desordem,violência, instabilidade e ruína. Regime que, é bom não esquecer, conduziu, motivou e é culpado do advento do Estado Novo, diga-se que com vastíssimo apoio popular.

Posto isto, uma palavra de esperança. Que as comemorações do 25 abram caminho a apreciações independentes onde não baste o elogio do fim do regime, mas a apreciação sem partis pris do que ele representou como abertura a horríveis consequências, primeiro as do PREC, depois as que hoje sofremos com o domínio social/comunista.

Se Adão for capaz de dar abertura a apreciações independentes, de historiadores, académicos,  jornalistas e outros não engagés, fazendo jus a algum bom senso que lhe resta, talvez a sua nomeação não seja tão má como se diz.

 

20.6.21      

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