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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

ARITMÉTICA

 

A novela dos professores continua em grande. É costume, nas novelas, haver os maus e os bons. Esta tem uma interessante particularidade: são todos maus. De um lado, a anafada excelência da excelentíssima  secretária e o seu chefe, magro e jóvem barbaças dito ministro. Do outro, um conhecido “escol”, onde preponderam o tradicional díscolo do PC e um tipo/novidade, com mau aspecto, que deve ter saído de alguma cave esquecida e bolorenta do marxismo radical, quem sabe se albanês, chefe de uma coisa chamada Stop surgida sem mais nem menos, ex-nihilo.

Após terríveis choques, insultos, cumprimentos, encontros e desencontros, a questão das promessas, tradicionalmente incumpridas como é timbre da geringonça, tomou novo ímpeto, nova agenda, já não dominada pela “justiça” ou pela “palavra desonrada”. Resume-se agora a um problema aritmético, ou algébrico.

O governo atirou com custos de 600 milhões, que já passaram a 500, mas também podem passar a outro valor qualquer, tudo segundo os cálculos, exactos, fiáveis e de grande qualidade técnica provindos de algum “grupo de trabalho” dos do costume, há quem diga que sob a alta direcção do inacreditável Centeno. Ainda ninguém percebeu o que querem dizer tais milhões, seja quantos for. São só para um ano? Para já? Para se repetir nos anos seguintes?   Para quê?

Os sindicatos são muito mais meigos. Já os ouvi dizer que os 600 são 30, ou 55, ou seja lá o que for, brandindo tais números com impecável exactidão e indiscutível segurança.

 

Após um período de reflexão, reuniram as partes, ao que se diz cada uma munida dos seus cálculos. A reunião era para os colocar frente a frente, para os discutir, para chegar à “verdade”.  Passadas umas horas, todos, muito contentes, concordaram em não concordar. É de concluir que concluiram que os números estavam errados de parte a parte, que os doutos critérios aplicados não se aplicavam, que era preciso mais umas contas para se chegar a um acordo que contentasse as partes sindicais, o governo, o BE, o PC, alguns sectores mais “progressistas” do PSD, ou do PSDR (R de Rio) e do CDS. Como ninguém se entendia, como estamos em Agosto e como todos querem ir laurear a pevide, resolveram voltar a jogo em Setembro.

Resta saber se as partes levarão a máquina de calcular para a praia, ou se se ocuparão com tal coisa no regresso ao “trabalho”, o que adiará as negociações lá para o fim do mês. Ou, quem sabe, para depois do orçamento aprovado.

A ver vamos qual a táctica de cada um, na certeza certezinha que jamais os números estarão certos.

 

Por mim, vou dar uma curva, que já não é sem tempo.

 

 

26.7.18

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