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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

ATAQUES DE TAPRIOTEIRISMO SOCIAL-FASCISTA

Dizia-se que um feroz e violento nacionalismo era património exclusivo da extrema direita.

Mentira. Vimos assistindo, com uma sanha digna de Mussolini (Salazar fica a milhas desta gente), a manifestações do mais repenicado e primitivo nacionalismo a propósito da privatização da TAP. O único argumento contra a coisa é rigorosa e estapafurdiamentemente nacionalista, com tudo o que tem de absurdo e de populista. A TAP é nossa! Nós gostamos da TAP! Não queremos estrangeiros a mandar na TAP! Ai as nossas rotas! e tanta, tanta patacoada! Tudo a partir da esquerda teoricamente anti-nacionalista e de uma série interminável de pensadores de ocasião. Parece que lhes deu uma crise de fascismo, tão primário quanto estúpido. Produzem-se disparates sem fim, nenhuma das oposições à salvação da companhia é capaz de alinhar duas razões concretas para manter o status quo.

As coisas são tão evidentes que é difícil perceber a “argumentação”, cuja lógica jaz exclusivamente em preconceitos ideológicos, saudosismo imperial e “formatação” estatista.

Está provado e mais que provado que as privatizações das companhias de bandeira foram a salvação de muitas delas e que a sua manutenção na esfera pública acabou por provocar ribombantes falências. Está provado que as companhias privatizadas não deixaram de ser “de bandeira”, pelo menos na prática, que é o que interessa. Está provado que meter dinheiro dos contribuintes para salvar a TAP não tem pés nem cabeça, não só porque representaria obrigatoriamente uma “reestruturação” materializada no “encolher da companhia”, com as consequências económicas e laborais que toda a gente conhece, como porque é evidente que o Estado, ou seja, o contribuinte, não está em condições financeiras favoráveis à capitalização pública.

Os partidos e gentes do PC, do BE e apaniguados, adeptos de sistemas, regimes e procedimentos que diferença alguma fazem dos fascismos mais fundamentalistas e sanguinários, naturalmente, opõem-se à privatização, não se podendo esperar deles outra coisa. Do doido Mário Soares também não. As tergiversações do PS e do seu novo líder – que não hesita em produzir mentiras como a da privatização a 100% - são um espanto, mostram bem o tipo de organização de que provêm: nos vergonhosos tempos do PEC4, e mesmo antes dele, o PS defendeu a privatização. Negociou e foi o primeiro subscritor e responsável do memorando da troica que a previa. Agora, oposição gratia oposição, eis que vira o bico ao prego. Há outra gente ainda mais escabrosa: o prosélito defensor de Ricardo Salgado, de nome Sousa Tavares; o inacreditável “cristão novo” do esquerdismo, certo Peneda, um penedo acabado, um Vasconcelos, de quem nunca se viu dito ou escrito que não fosse esquerdoidamente idiota, e tantos outros que nem menção merecem.

Se esta nova versão do social-fascismo triunfasse, daqui a pouco a TAP, transformada em elefante branco aterraria de uma vez por todas.

 

19.12.14

 

António Borges de Carvalho

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