ATENÇÃO AO FASCISMO!
Lá para Braga, não sei se no centro se acima se abaixo, um numeroso grupo de senhoras, meninas e cavalheiros fundou uma nova frente, a “Frente Anti-fascista”.
Acontece que, por cá, os fascistas, ou propriamente ditos ou proto fascistas, se contam pelos dedos. Não passam de meia dúzia de desordeiros e falhados: meros casos de polícia. À falta deles, temos hordas de fascistas de esquerda, ou social-fascistas, como diria o grande educador Arnaldo Matos esquecendo que os verdadeiros fascistas sempre foram “sociais”, ou socialistas. No fundo, são a mesma coisa: gente que usa a democracia liberal para a destruir, soberanistas, intolerantes, ou simplesmente odientos, odiosos, totalitários por natureza e fé. A nova “frente” não é mais que uma das múltiplas manifestações do que se poderá chamar neocomunismo. Em termos de mentalidade e de objectivos, é mais ou menos o mesmo que o fascismo tout court.
As tendências totalitárias que, com vários matizes e tendências, por aí abundam, são um perigo, e estão no poder ou perto dele. De uma forma geral, poderemos dizer que se trata de gente que determina o gosto certo, impõe novos conceitos civilizacionais e nova “moral”, como no magistral exemplo da senhora Fonseca, tida por ministra da cultura. Em particular, temos um escol, sobretudo de mulheres (Catarinas, Mortéguas, Isabéis, Marinas...), servidas por inúmeros lacaios, como o senhor PANcrácio e um carequinha ultra marxista-leninista, apostadas em propagar a mais exigente “correcção”, em propagandear rebuscadas deficiências sexuais, em querer matar os velhos e proteger os cães (especialmente os vadios), tudo gente que, hipocritamente, diz aceitar a democracia plural servindo-se dela, mas que está, step by step, a conseguir impor medidas tendentes a acabar com a propriedade privada, com o capitalismo, com as liberdades individuais e com outras práticas estruturantes, ditas “burguesas”: em suma, o objectivo é criar o “homem novo” de que falavam os bolcheviques. Nesta meritória tarefa participa o PC, ainda que menos desonesto e mais transparente, pelo menos nas páginas do “Avante!”.
Tal gente, para se mostrar “democrática”, condena as Le Pen’s, os Orbans, os Salvinis e outros perigosos políticos da mesma espécie. Mas nunca tocou na fímbria das vestes dos Fidéis, dos Maduros e quejandos. Ou seja, totalitarismo sim, mas de esquerda: eis o que se pretende. Nada tem a ver com liberdade, dignidade, tolerância, bem estar, progresso social, mas sim com domínio de uns sobre os outros, das minorias vanguardistas sobre as maiorias moderadas, como sempre aconteceu na moderna história da humanidade.
O drama nacional é que, perante maiorias ingénuas, pacíficas e inoperantes, os fascistas das frentes anti-fascistas, nas suas múltiplas expressões, estão na moda, e até no poder.
21.11.18