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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

COM PAPAS E BOLOS…

 

Poucos haverá que, como o IRRITADO, apesar de causticados, e de que maneira!, pelo que o governo lhes tem feito, mantenham a lucidez suficiente para ir distinguindo o trigo do joio. Não há nada mais fácil que comparar as intenções, ditas mentiras, de Passos Coelho, com o que tem sido feito ao longo da legislatura. O homem dizia uma coisa e fez outra. Canalha, bandido, aldrabão, etc., parece não haver adjectivos que cheguem. Alguns pormenores esclarecedores são esquecidos: o défice herdado era falso, estava monumentalmente escondido em empresas públicas “de direito privado”, sem reflexo orçamental, nas colossais consequências da nacionalização do BPN, (em vez de o levar simplesmente à falência, solução “liberal”), nas catastróficas consequências de loucas PPPês, nos contratos swap especulativos, na cortina de fumo sobre a situação da segurança social, na interminável procissão de minhocas escondidas à espera de cavadela, em suma, no infindável lixo que estava debaixo do tapete. O erro – hoje dito “mentira” – de Passos Coelho foi ter julgado que a situação com que ia lidar era uma, e ter-se-lhe apresentado outra, completamente diferente. Mas, para os críticos, quem mentiu foi ele, não quem o precedeu!

Uma vez descoberta a verdade, e consciencializado o “garrote” troiquista, estavam criadas as condições para a austeridade que temos sofrido (ou que uns 20% da população têm sofrido) sem que outra solução houvesse, ou que seja quem for tenha proposto, pelo menos com pés e cabeça. Pode controverter-se se devia ter sucedido mais assim ou mais assado, mas não que fosse que evitável. O que não se pode dizer é que Passos Coelho tem usado a mentira como instrumento político. Bem pelo contrário, à revelia dos seus mais elementares interesses políticos e até pessoais, Passos Coelho tem sabido falar verdade, por muito que tal verdade lhe possa custar. É certo que andou para trás e para diante em muitas matérias, que não soube explicar devidamente a situação (talvez por não querer chafurdar na trampa do socretinismo), e que tem tido um parceiro perturbador à perna.

Mas também é certo que herdou um programa que não era o seu, que o levou por diante sem sombra de eleitoralismo, que aguentou a alcateia sem tergiversar, que tem à perna um partido não eleito (o Tribunal Constitucional), que conseguiu muito mais do que se julgaria possível, que tem tido uma coragem acima de qualquer crítica, que tem enfrentado as contrariedades internas e externas com rara virilidade.

Este texo não é um elogio. É um simples olhar sobre a realidade.

*

A realidade desta campanha eleitoral é esta: nos tempos que a precederam, a oposição, leia-se o PS, clamou aos quatro ventos que ia discutir o que está em discussão, a “Europa”, o papel do Parlamento Europeu, a evolução da aplicação dos tratados, etc..

Veja-se o que está a acontecer: nem uma palavra sobre o assunto. Pancadaria interna e absolutamente mais nada. Transformar as “intenções europeias” em parlapatices para quando o PS for governo (t’arrenego!), eis o que se vê. O candidato “moderado” transmutou-se em demagogo ordinário, serrabeco e mais populista que o Berlusconi. Ontem, a família – leia-se o saco de gatos – socialista, com horas de televisão, ouviu deleitada as promessas eleitorais (não para as europeias, para as outras) do seu miserando chefe. Sobre a “Europa”, nem uma palavra. Oposição barata e, mais uma vez, populista. Mediante o lançamento de novos impostos, o fulano prometeu coisas. Desta feita, o fim da “TSU dos pensionistas”, a reposição dos subsídios dos velhos, e assim por diante, como se os deputados europeus do PS fossem fazer isso em Bruxelas!

Em suma, não há campanha para aquilo em que as pessoas são chamadas a votar. O que há é mera oportunidade de inundar o país de aldrabices sobre tudo, menos sobre o que se dizia estar em causa.

Como diria o “filósofo”, o PS está a dar “o seu melhor”, ou seja está a mostrar a sua verdadeira face, a sua face de sempre, a de um bando de malfeitores, políticos e não só.

 

18.5.14

 

António Borges de Carvalho

 

ET. Não ficaria o IRRITADO bem com a sua consciência se não assinalasse, com enorme satisfação e até carinho, o doce tête à tête do Capucho com o Assis. Que ternura! Lembram-se dessoutra maravilha que foi o cafezinho do Pinto de Sousa com o Figo? Les bons esprits se rencontrent… ao pequeno almoço e não só. 

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