COMBOIADAS
Com alto destaque, apareceu nos jornais a triunfante notícia da construção de comboios, em Portugal, pela primeira vez! Maravilha! Coisa nunca vista.
Trocado por miudos,verifica-se que não se trata de comboios, mas de carruagens de caminho de ferro. Locomotivas, nem pensar. Tudo bem. Nada contra. Força, comboiistas!
O problema é que, há mais de 50 anos, por involuntárias circunstâncias, o IRRITADO assistia, diáriamente, à construção de comboios, entenda-se, de carruagens de caminho de ferro.
Corrija-se então a notícia. Há mais de 50 anos já por cá se construía tal coisa. Ou não é a primeira vez, ou as antigas carruagens não eram construídas em Portugal, ou o IRRITADO tinha alucinações. Ou ainda, convenhamos, a Sorefame – entidade fascista – operava no estrangeiro. Talvez seja o caso. É que, ao tempo, muito havia quem defendesse que a Amadora devia ser uma espécie de sucursal da União Soviética.
Peço desculpa: isto, meus senhores, é o que se chama anti-comunismo primário, coisa de que só o IRRITADO se lembraria, uma vez que é preciso ir buscar bitates a um passado longínquo para dizer tal coisa. O comunismo acabou e, pela lógica das coisas, o anti-comunismo também. Aquele foi substituído, sabe-se lá se com vantagem, pelo wokismo, a filosofia de género, o politicamente correcto e outras triunfantes patacoadas.
Espera-se que as novas carruagens tenham instalações sanitárias comuns para pessoas que menstruam, para pessoas com braguilha, e para categorias intermédias, sem distinção de opção. Assim, sim, seremos os primeiros em matéria de carruagens!
9.12.25