CRIME, NEM PENSAR!
O mais que pode dizer-se, a acreditar na vasta peroração sobre as pinturas na estátua do padre António Vieira ontem vista e ouvida na SIC, é que se trata de vandalismo, fruto de ignorância e impreparação cívica.
O menos que posso dizer é que se trata de grave crime de lesa História, de lesa cultura, de lesa sociedade, de lesa património, não planeado e executado por analfabetos, mas por sabichões com intenção de o cometer e plena consciência, um acto perpetrado com fins políticos e sociais claros, crime de ódio, sem desculpa nem direito a compreensão.
Mas, por obra e graça da SIC (foi o que vi), pasto de historiadores e antropólogos apostados em “amaciar” o acto, foi o assunto colocado sob a diáfana capa de explicações várias, vandalismo de gente mal informada e pouco educada - culpa de uma sociedade racista, evidentemente. Tudo mentira, ou quase. Os criminosos foram “formados” nas madrassas do Bloco de Esquerda, são amantes dos extremismos racistas do senhor Bó, ou Bá, da dona Joacine, ou Joaquina, e de outros que, por todos os meios, crime incluído, estão apostados em instilar o ódio social, não em resolver problema algum, mas em criá-lo, em acicatar e pôr em acto a malquerença da multidão de idiotas úteis que têm ao seu serviço.
Talvez os executores do crime não tenham sido mais do que isso. Os piores criminosos são, sem dúvida, os que os “educam”, para depois se acoitar em suaves acusações de mero vandalismo.
13.6.20