CRIMES ECONÓMICOS
Nos terríveis tempos em que Portugal era governado por um bolchevista tresloucado chamado Vasco Gonçalves, acolitado por Álvaro Cunhal e sua gentalha, era costume, para perseguir alguém ou meter na cadeia os suspeitos de falta de socialismo, produzir acusações de “sabotagem económina”.
Hoje é diferente. Há crimes económicos, autênticos, não inventados, que, ou passam entre os pingos de chuva, ou são objecto de prescrições mais ou menos estranhas, todos eles beneficiando do estado de catalepsia laboral de que enferma a generalidade dos serviços de justiça.
O mais flagrante e escandaloso de todos NUNCA foi objecto de queixa, procedimento judicial, iniciativa do Estado, iniciativa popular, ou fosse do que fosse. Trata-se, como devem calcular, do monumental atentado que um tal Carlos César, sinistra e esteticamente porcina figura dos Açores, cometeu e que, a la limite, foi a mais importante causa da falência dos estaleiros de Viana do Castelo. É claro que tal falência foi ajudada pelas maluquices venezuelanas do senhor Pinto de Sousa, mas tal não desculpa o prejuízo deliberadamente causado pelo chamado governo dos Açores, em favor de alugueres milionários de navios gregos.
A coisa passou como se nada fosse. Toda a gente, a começar pelos próprios trabalhadores e pelo mais-que-tudo dos protestantes, o camarada Carlos, passando pelos governos, pelos PGR e tutti quanti, se borrifou no assunto. Estranhamente, neste caso, até os media resolveram não “investigar”.
Não se sabe donde virá a protecção generalizada de que o governo açoreano tem gozado. É-nos permitido imaginar as mais diversas teorias, maquinações, corrupções, tráficos e razões.
A mais importante verdade, nesta matéria, é o facto de nada nem ninguém se ter preocupado em escarafunchar na sujeira.
Talvez um dia...
17.3.14
António Borges de Carvalho