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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DA CONSCIÊNCIA EM CRISE

Muito se tem dito e escrito sobre as sabichonas palavras do senhor de Belém acerca da “crise da direita” que vai “durar for ten years”.

Demos de barato que é verdade, segundo a opinião da esquerda e da direita, que o tal senhor não tem, institucionalmente, o direito de dizer quem está em “crise” e, por óbvia extensão, quem não está. São declarações boas para um Louçã qualquer, não para quem já não é (não será?) comentador político ou propagandista de opções políticas, de direita ou de esquerda.

Por um lado, é de compreender a coerência do senhor. Desde que foi eleito maioritariamente pelo povo de direita e de esquerda moderada, tem-se dedicado a conviver como irmão com a esquerda mais esquerda que o país conheceu nos últimos quarenta anos.

Muito para além da “coabitação”, ou da velha “cooperação institucional”, o senhor de Belém tem praticado, com pequenas e mal sucedidas falhas, o que podemos chamar cumplicidade institucional. Por isso, não será de estranhar que venha proclamar a existência de tal crise (existindo ela ou não), o que é uma forma sibilina de dizer aos portugueses que não votem nos que estão em crise (a direita) e, por conseguinte, que votem na “estabilidade” (a esquerda em versão geringoncial ou noutra versão qualquer, a animalesca incluída).

Danos colaterais da República semi-presidencialista que temos e que tantos e tão tristes sinais de politiquice tem dado.

Do outro lado, o senhor Rio aproveitou para dizer que não tem nada a ver com a crise que a sua reiterada incompetência política gerou, mas com uma crise do regime em geral, coisa que também haverá, mas que não serve de desculpa.

É evidente que há uma crise na direita, bem personificada no senhor Rio. Crise de imaginação, de ideias fortes, de oposição a sério, de empatia, de liderança, de carisma. Só que, em vez de encarar as coisas de frente e de ultrapassar as circunstâncias, o senhor Rio dedica-se a proclamar que precisa do PS para fazer as suas reformas. Não percebe que quanto mais forte for o PSD, melhor poderá negociar tais reformas. É certo que, à excepção do horror da regionalização, essas reformas são necessárias. É certo que as mais importantes precisam dos dois terços de votos e, portanto, do PS. Por isso, mandaria a mais elementar inteligência que a atitude do principal partido português fosse a de um ataque feroz ao PS e aos seus camaradas da geringonça. É que, em relação às almejadas reformas, se o senhor Rio as quisesse mesmo, trataria de denunciar o que existe - razões não faltam - e propor alternativas políticas, que também não lhe deveriam faltar. Mas é o contrário. Quanto mais em crise, mais o senhor Rio se põe debaixo do adversário.

 

De volta a Belém, um novo dado ficou à vista de todos no presidencial  speech. O senhor é capaz de tudo para assegurar os votos da esquerda para a sua reeleição. Parece que os fins justificam os meios, como diria o Vasco Gonçalves.

 

6.6.19

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