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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DA GLOBALIDADE DA TRETA

 

Está universalmente estabelecido que a) o planeta está a aquecer e b) que a culpa é da humanidade.

Quanto a a), parece ser verdade que o planeta tem vindo a aquecer, ainda seja difícil sentir tal aquecimento, sobretudo no Inverno. Quanto a b), alguém anda a enganar a malta.

O terror globalizou-se. Antigamente, os culpados das desgraças eram os pecados em geral, a licenciosidade, a gula, a ambição, o belzebu, a espinhela caída e outros papões que provocavam a fúria do Altíssimo e a alegria das bruxas e dos inquisidores. Nos tempos modernos, a coisa fia mais fino:  a ONU nomeou uma comissão científica, chefiada por um engenheiro de caminhos de ferro e formada por funcionários de nomeação política, com a missão (expressa!) de provar que as alterações climáticas e o aquecimento global existem e são fruto de erros humanos, ou seja, mutatis mutandis, de pecados como os antigos, mas mais sofisticados. Tal comissão, obediente e obrigada, emitiu aquilo a que hoje, sabe-se lá porquê, se chama ciência feita, estabelecida, certa e indiscutível. Tal como há séculos, são os desvios comportamentais do homem quem provoca o estado de coisas.

Há pouco (cientificamente!), provou-se que as vacas loucas eram uma ameaça global, que os transgénicos faziam mal à barriga e que a gripe das aves era verdadeira ameaça à vida de toda a gente. Exemplos destes não faltam, mas tiveram a vantagem de durar pouco. No caso do clima e do aquecimento é diferente. Foi decretada uma verdade indiscutível e eterna, só falta uma lei universal a criminalizar que se pense ou diga o contrário.

Na minha estante, tenho não poucos calhamaços a dizê-lo, todos escritos e largamente fundamentados por gente de invejável currículo. Mas tal gente não faz parte do mainstream, é oficialmente ignorada e arrisca-se a dissabores pouco agradáveis para quem faz carreira científica. Compreende-se: por ordem da ONU, e da quase universalidade dos governos, a ciência está feita (o que é a negação do conceito de ciência) e acabou-se, não há mais discussões. É a censura planetária, indiscutível e obrigatoria.

 

Diz-se que a Terra terá nascido há quinhentos mil milhões de anos, na hecatombe universal do bigbang ou coisa parecida. Mais ou menos mil e duzentos milhões de anos depois, fruto do arrefecimento do planeta, apareceram as primeiras humidades e, consequência delas, terá surgido a primeira célula viva. O grão de areia cósmica a que chamamos Terra continuou a arrefecer, processo que, com altos e baixos, possegue paulatinamente. Ao longo dele, houve épocas tórridas como houve idades do gelo, houve altos e baixos na concentração do CO2 sem que houvesse combustíveis fósseis nem nada que se parecesse, houve tempos de horríveis tempestades e diversas primaveras. Mas, se traçarmos a resultante do que se conhece, ela aponta, inexoravelmente, para a continuação fatal do arrefecimento. Se se anuncia, com foros de verdade, que há uma subida da temperatura global, mais não se trata que de uma variação episódica, mais ou menos duradoura. Não se mede estas coisas por anos, mede-se por milhões deles.

Mas a humanidade oficial acha o contrário. O cosmos em geral, os soluços do Sol, as tremuras do eixo da terra, os raios cósmicos, nada disso tem a ver com o assunto. Quando não se sabe, não se imagina, nem se domina os motivos do mal, a melhor resposta é pôr as culpas para alguém. A antiguidade e os seus fantasmas permanecem com o mesmo réu: a espécie humana, esse ridículo episódio temporal no plano cósmico. Tal espécie, cuja influência e poder sobre o planeta em que vive é quase zero, que não consegue dominar vulcões, terramotos, tufões e outras indisposições do globo, acha que altera o clima, que é capaz de fazer subir ou baixar a temperatura como se isto fosse um bule de chá. Não é.

A partir da verdade universal fabricada, chega-se à conclusão que a origem das alterações climáticas e da alegada subida da temperatura se deve ao CO2 produzido pela indústria, pelos transportes, por outras obras humanas, e até pelos descuidos intestinais das vacas domésticas. Cria-se impostos, gera-se negócios chorudos, celebra-se tratados, endeusa-se as caríssimas energias ditas limpas, abandona-se as poluentes (à excepção do carvão!) e anda tudo aos tiros ao CO2, esquecendo o CO, que é o mais venenoso. Também o carvão é esquecido, mas isso é outra história.   

 

A humanidade pode, sem dúvida, melhorar as sua ecologia. Pode limpar rios, tirar os plásticos do mar, melhorar o ar das cidades, produzir alimentos mais saudáveis, curar doenças, melhorar os solos, irrigar os desertos. Mas não manda no cosmos, nem na galáxia, nem no sistema solar, nem, mais modestamente, nas indisposições planetárias. Um pouco de bom senso e um certo respeito pela verdade e pelo próximo não fariam mal a ninguém.

 

5.3.18

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