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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DA INTELIGÊNCIA SOCIAL AUTÁRQUICA

 

Esta malta do socialismo tem uma estaleca notável. Ferozes adeptos da reforma do Estado, se lhes cheira a tal coisa caem-lhe em cima a quatro patas.

Desta feita, são uns autarcas socialistas que proclamam a sua revolta contra o fecho de tribunais. Pudera! Um tribunalzinho, mesmo que pouco tenha que fazer, é uma mais valia económica para as câmaras. Há uma data de malta, útil ou não, que vem morar, consumir, pagar taxas, multas e licenças em Milhafres de Baixo, há gente que frequenta a coisa e bebe umas bicas nas tascas lá do sítio. Uma notável fonte de receita que se vai, vítima das ferozes garras da dona Paula.

Indignados, prometem “um combate sem tréguas” à negregada reforma. É que, dizem, a dona Paula está a trabalhar para “o verdadeiro objectivo deste governo” que é “extinguir municípios”.  Até parece que não foi o PS que se comprometeu a fazê-lo! Isto de objectivos, mesmo os assumidos pelo PS, são atentados ao povo se executados por outros. Quando se procura argumentos, mesmo os mais absurdos são bem vindos.

Por outro lado, confessando-se a favor da especialização de tribunais, acham muito bem que os milhafrenses, se tiverem uma pendência de família, tenham que se deslocar a Fontanelas de Cima, porque o tribunal de Milhafres de Baixo é especializado em crime. Não se trata, evidentemente, de poupar viagens à população, trata-se de ser do contra por ser do contra, à imagem e semelhança do chefe oco e burro que os inspira.

O governo, dizem, “não tem uma estratégia para a organização político-administrativa do País”. Mesmo que seja verdade, verdade é também que, sejam quais forem as medidas do governo, na opinião dos ofendidos, nunca farão parte de qualquer estratégia. Se houvesse uma “estratégia” (a Câmara de Lisboa, bom exemplo, pariu umas 800 páginas de estratégia destinada a tapar buracos nas ruas... com os magníficos resultados que estão à vista), qual ela fosse, seria objecto dos mais violentos vilipêndios, ao ponto de se perceber porque é que o governo não publicou 3.000 páginas de “estratégia”. Xiça! Declarar intenções é a melhor maneira de gerar acusações.

Voltando à douta diatribe dos autarcas do PS que, com o partido, vão apresentar as razões da sua justa luta, o menos que dizem, com zero fundamentos, é que as populações vão ficar entregues “à lei do mais forte”. Não fazem a coisa por menos. Ou seja, se os brilhantíssimos autarcas socialistas mandassem nisto (horror dos horrores) não diminuiria o consumo de bicas e de cachorros quentes em Milhafres de Cima, os tasqueiros pagariam menos impostos, os táxis mudavam-se para Fontanelas de Baixo. A la limite, como dizem, os municípios deixariam de existir, com a consequente diminuição de inimigos públicos e de tachos autárquicos, o que é de evitar a todo o custo.

 

Conclusão: se os municípios existem só por ter um tribunal a melhor solução será acabar com eles. Se calhar, tanto os autarcas do PS como a dona Paula têm carradas de razão.

 

27.2.14

 

António Borges de Carvalho

 

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