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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DA NACIONAL BUROCRACIA

 

Há coisas que abalam as profundas convicções anti-estatistas do IRRITADO.

 

Se você quiser, por exemplo, alterar a morada na sua ficha bancária, terá que ir ao banco, assinar um docuento, garantindo, e provando, que se mudou.

Você tem nomes fictícios, palavras passe, cartõezinhos com números secretos, mensagens SMS, um ror de “seguranças” que o seu banco lhe fornece. Com elas, pode fazer as mais refinadas e complicadas operações, compras e vendas na bolsa, transferências internacionais, pagamentos a particulares e ao Estado (no caso do Estado, nem é preciso grande “segurança”, é pagar e acabou-se!), etc.. Mas, para mudar a morada, só com papel assinado.

 

Você quer mudar o carro ligado ao seu identificador Via Verde. Vai à coisa, espera hora e meia com o papelinho na mão e, quando a menina o atende, é para lhe dizer que traga a certidão permanente, a fim de provar que tem direito a assinar um extensíssimo formulário.

Para se filiar na coisa, é ir lá e pagar. Ainda que espere a mesma hora e meia, é fácil. Para o resto, está feito ao bife.

 

Você quer cancelar a sua assinatura na ZON. É quase indescritível a complicação. Vou tentar fazê-lo. Tem que ir a uma loja (por telefone são horas a ouvir música de péssimo gosto, e ninguém lhe aceita o cancelamanto), esperar a hora e meia da ordem, a menina do balcão não tem autoridade para cancelar a assinatura, você discute com ela mais três quartos de hora, findos os quais “se o senhor insiste, terá que receber um telefonema”, é a resposta final. Você dá o seu número, a menina liga não se sabe para onde e, passados uns minutos, há uma tipa que lhe telefona proferindo ameaças, que tem que pagar a “fidelidade”, que se arrisca a ser perseguido por advogados e procuradores, que está amarrado a compromissos devidamente referidos nas micrométricas linhas do contrato. Você perde a cabeça, diz “porra, eu só quero que vão lá a casa buscar a vossa tralha e que não me chateiem mais”, ao que a gaja volta a insistir, a ameaçar, a tentar dar-lhe a volta como se você fosse parvo. Meia hora depois, lá consegue que a jararaca lhe peça para passar o telefone à menina do balcão, que se ri porque você é doido enquanto recebe autorizção da do telefone para ceder à sua absurda pretensão. Você, finalmente, acha que está tudo feito. Uma ova! “Agora, tem que preencher este formulário, assinar aqui na cruzinha, dar-me o BI para fotocopiar”. Enquanto você preenche o papel, a menina atende outro cliente. Você espera mais uma boa meia hora, enquanto a menina convence o outro desgraçado a comprar uma data de pacotes sem lhe falar em “fidelização”, como é óbvio. Depois, lá entrega o papel, recebe de volta o BI e, felicíssimo, vai-se embora a julgar que resolveu o problema. Ilusão! Daí a uns dias, telefona-lhe uma tipa a dizer que, ou volta atrás, ou recebe uma factura de 400 euros, à conta da sua falta de fidelidade. Você manda-a passear e, dias depois, recebe a tal factura.

Não pague, que os tipos encolhem-se. Alguma coisa havia de correr bem!

 

O pessoal queixa-se, com carradas de razão, das burocracias do Estado, das câmaras, do raio. Mas os privados são da mesma laia, como provam os exemplos acima, três que podiam ser mil.

Em conclusão, a burocracia é um problema geral, nacional, uma forma de uns mostrarem o seu poder sobre os outros, os que têm a desgraça de ser cidadãos, munícipes, clientes, credores, devedores. Parace que somos feitos desta massa, e que não há nada a fazer.

 

21.3.14

 

António Borges de Carvalho

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