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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DA REFORMA DOS TRIBUNAIS

 

Os profetas de serviço, que passam a vida a vociferar sobre a (falta de) reforma do Estado, estão em grande polvoró por causa do fecho dos tribunais: as vilas e aldeias do que ficam sem tribunais, as deslocações do povo a distâncias cósmicas, o computador que está atrasado, a arrumação da papelada, os contentores... uma catástrofe, um atentado aos direitos humanos, o fim da justiça em Portugal!

Os demagogos de serviço no PS, como é costume, estão de acordo entre si, sem prejuízo do ódio que, reciprocamente, os anima. Oco I e Oco II desdobram-se em declarações. O PS, nas mãos de um ou de outro, dará cabo de tudo e reporá os magníficos serviços que os tribunais têm vindo a prestar às pessoas. Fantástico!

Punhamos as coisas no sítio. A estrutura actualmente existente vem dos confins do século XIX. Nessa altura, não havia estradas, nem auto estradas, nem telefones, nem faxes, nem computadores, sequer bicicletas, nada. Apesar da tão propagandeada “proximidade”, os tribunais reformados estão muito mais perto das pessoas que no tempo da Senhora Dona Maria II. E as pessoas? Sim, as pessoas que se deslocam aos tribunais? Coitadas, constituem a esmagadora maioria dos portugueses, cifrada em 0,02% deles. Parece que os profetas andam a gozar com o pagode.

 

É claro, os municípios que ficam sem tribunais não gostam. Por ânsia de melhor justiça? Nem pensar. Passa a haver menos advogados lá na terra, menos juízes, menos funcionários, menos tipos a almoçar nos restaurantes, menos bicas vendidas, menos casas alugadas, menos “importância” urbana. Coisas que nada têm a ver com a justiça que tanto dizem preocupá-los. Não há reforma que contente todos.

 

Os profetas estão cheios de razão. O processo de mudança está a ser difícil. Era de esperar, há coisas que não vão ao sítio de uma mão para a outra. Levam sempre mais tempo (como as obras lá em casa) do que se esperaria. Nada de especial. Mas, para os profetas, as dificuldades “provam” que a mudança não presta. Os rapazes nem sequer se dão ao trabalho de esperar um mês ou dois para adiantar as opiniões: é já, e o resto é conversa. A “prestação” de ontem do Soares filho na SIC Notícias foi de morrer a rir. O tipo, de uma maneira de que nem o palhaço pobre seria capaz, mostrou não saber nada do assunto, mas fartou-se de falar.

 

A maioria dos profissionais da justiça é mais cautelosa. Acha que a reforma é, em geral, positiva. Para dizer alguma coisa e não ser “acusados” de amigos do governo, vão adiantando umas cautelas. Mas, à excepção da maluca da Ordem dos Advogados e do fulano do sindicato dos funcionários (PC), as objecções de quem sabe, ou é suposto saber, são de somenos.

 

Daqui a seis meses, talvez seja de fazer um juízo mais ou menos razoável sobre o assunto. Entretanto, o que se pode dizer é que o governo se atrasou nas reformas. Esta, que parece ser a que, até ver, vai mais fundo, só demonstra que qualquer reforma, boa ou má, terá sempre a mesma alcateia à perna.

2.9.14

 

António Borges de Carvalho

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