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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DEBATOCRACIA

Debatemo-nos com debates. Os debatentes, já lhes perdi a conta, debatem e debatem-se. Um fartote de debates, de debatedores ou debatistas. São tantos que não cabem todos, e até a loira do costume, viajante em todos os mares, charcos e poças de todas as cores, coitada, ficou de fora. Uma injustiça, no parecer do IRRITADO.

Nenhum sabe o que há-de fazer ou dizer. Entretêm-se a imaginar. A Constituição, vaca sagrada, dá para tudo e para nada. Nenhum sabe, ao certo ou ao errado, o que faria ou poderia fazer se lá chegasse. Vão falando de coisas. Que coisas? Coisas. Coisas que jamais lhes competirão: saúde, educação, habitação, corrupção, blabla, etc. Ah, pois, aí está! Resta-lhes velar pelo regular funcionamento da democracia. Mas ninguém sabe ao certo o que isso é. À falta de melhor, inventa-se ao sabor do momento.  Vale tudo. Dizem e contradizem o que lhes der na gana.

Depois do debate, o debate continua. Chusmas de comentadores, comentadeiros e comentadistas,  debatem-se, cheios de calores, amores e raivinhas, a promover a “imagem” de cada um.  Ali, na hora, em cima do acontecimento. O mercado de opiniões a funcionar. Um modo de vida, se calhar bem pago.

Falando a sério, que o assunto é (deveria) ser sério. E se a Constituição não fosse uma confusão, não seria bom para todos? Se o Presidente desta República fosse eleito no parlamento, de preferência via consenso? Um tipo honesto, boa figura, de uma certa idade, sem rabos de palha nem esqueletos no armário, para ficar bem em paradas, cerimónias, visitas de Estado, ratificações, promulgações e nomeações  formais, e pronto, como na Alemanha ou em Itália. Representante do Estado, ou da República, como queiram. Sem manias de representar as pessoas, “todos os portugueses”, ou palermices do género.

Porquê eleições gerais para um cargo sem poder político, com umas funções que ninguém sabe ao certo quais são e que acabam por ser exercidas das formas mais canhestras ou mirabolantes?

Eu sei que ninguém quer rever a Constituição. Percebe-se. Mas , se fosse para acabar com os debates, se calhar valia a pena.

 

1.12.25

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