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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DESMATERIALIZAÇÃO

 

Uma das medidas mais populares da nova modernidade consiste na chamada “desmaterialização”, coisa que, segundo as finanças, vai custar uns milhões.

Um pequeno exemplo de desmaterialização. A veneranda autarquia de Lisboa, através da EMEL, dá o exemplo.

Assim:

Após várias horas perdidas ao telefone para obter dois dísticos de estacionamento, foi este cidadão informado de que deveria fazer uma “marcação”. Como? Enviando à odiada organização uma mensagem solicitando uma audiência e fazendo acompanhar o pedido do seguinte: documentos das viaturas, certificado de residência passado pelas finanças, cartão do cidadão, carta de condução e não sei mais quê. Após algumas diligências, o cidadão envia tudo, direitinho, sem espinhas.

Dias depois (hossana, caso raro!), lá vem a tal marcação: deverá vossa excelência apresentar-se na loja do cidadão às 09,45 do dia tal, munido dos documentos das viaturas, certificado de residência passado pelas finanças, cartão do cidadão, carta de condução e não sei mais quê.

Obediente como compete, o cidadão apresentou-se à hora marcada munido de uma pasta com a papelada toda. A menina que o atendeu pegou na pasta, pô-la de lado, tratou dos dísticos do estacionamento, cobrou pelo multibanco, e pronto. Um inusitado triunfo.

Depois de ter na mão os preciosos dísticos, o cidadão atreveu-se, temeroso, a perguntar à menina: então não olhou para os documentos? E ela, cheia de desmaterializador orgulho, respondeu: já cá tinha tudo no computador! Pergunta o cidadão: por que carga de água me obrigaram a vir perder uma manhã à loja do cidadão, cheio de papelada, se já cá tinham tudo? Ela respondeu que é sempre bom verificar se os cidadãos não são mentirosos.

É a “desmaterialização” à portuguesa.

 

21.6.20

2 comentários

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    Anónimo 22.06.2020

    Não é nada disso...se não tivesse de lá ir o emprego da menina não tinha razão de existir. É preciso manter os lugares da função publica para garantir o voto da menina no partido do poder.
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