DO GERINGONCIAL CRESCIMENTO
Em vez de ser o motor da economia, como, em tempos, diziam o Centeno, o PS e a geringonça, o consumo privado é um dos carrascos dela. É certo que o consumo subiu, mas o crédito que para tal foi preciso subiu ainda mais. E a poupança... nicles.
Com a economia a ter um crescimento miserável, não se vislumbra qualquer hipótese de que o galopante endividamento, estatal e privado, venha a ter condições para ser honrado. Resultado, o tal milagroso consumo está a levar a economia mais para o fundo, ao contrário das teorias oficiais. Um veneno, como alguém lhe chamou. O investimento, por seu lado, é o mais baixo de todos os dos nossos parceiros, e 25% menos que o médio da UE.
Auxiliado pelo turismo, pelo crescimento dos clientes externos, pelo trabalho dos exportadores, o país, na mão da geringonça, não avançou um milímetro em termos económicos. Isto, ao mesmo tempo que as condições externas se agravam e os serviços públicos sossobram. A educação num evidente caos, a saúde, crivada de dívidas, mete água por todas as frinchas e tem menos investimento que no mais negro tempo da terrível troica, para só citar dois exemplos.
O emprego subiu mais que o crescimento, o que quer dizer que perdeu competitividade e que os salários baixaram.
Tudo isto, está, ou devia estar, debaixo do nariz de toda a gente. Mas as mentiras da geringonça continuam a ser repetidas, ao ponto de haver muito quem nelas acredite.
É o que acontece, sem excepção, nos países governados pela esquerda. Até que o dinheiro se acabe outra vez. Diz-se que o Centeno já deu por isso, mas parece que vale mais aldrabar do que assumir.
23.7.18