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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

EROS E TANATOS

 

A pedido de várias pessoas, cumpre que me pronuncie sobre a eutanásia, nova coqueluche das esquerdoidas  e de várias personalidades e organizações. O assunto é sério demais para ser tratado por aquela gente, ou com os argumentos daquela gente.

Se me perguntarem se estou contra ou a favor da eutanásia, não saberei responder em definitivo. Olhando para os farrapos humanos que, infelizmente, tenho tido bem próximo, tenderei a dizer que estou a favor. Não é fácil olhar os nossos (ou outros) e vê-los reduzidos a restos, sem memória, sem movimentos, pior que vegetais, mortos vivos. E não é difícil pensar que a morte propriamente dita é, ai de mim, um bem.

Para além destes sentimentos, que podem ser nobres, mas são fáceis e imediatos, há vários problemas, humanos e civilizacionais.

Dos primeiros (humanos), sobreleva o que nos diz que ninguém sabe de ciência certa a verdadeira vontade do doente. Ninguém sabe se, no fundo da (in)consciência de quem vegeta, não está, ainda, alguma vontade de viver. Mesmo aqueles que terão, no seu perfeito juízo, determinado um dia que, verificadas certas circunstâncias, preferam morrer. Ou que os matem.

Dos segundos (civilizacionais), direi que vivemos em sociedades onde o direito de matar não existe. Podem os atingidos pela desgraça ter manifestado a vontade de morrer em certas circunstâncias, mas, verificadas elas e partindo do princípio que não modificaram a opinião expressa em perfeito juízo, terão o “direito de morrer com dignidade”, como se propagandeia?

Mas terão os outros o direito de os matar?

A questão da eutanásia tem mais a ver com o direito de matar que com o de morrer, com dignidade ou sem ela. O direito de matar, repito, não existe. Há excepções, mas sempre motivadas por excepcionalidades, passe a redundância, como a guerra ou a legítima defesa. Mas não parece civilizacionalmente aceitável que haja que mate o seu semelhante conscientemente e sem ser em presença de provocação que o justifique. Nem a pedido do próprio, ainda por cima expresso em circunstâncias que já não se verificam.

É isso a eutanásia: dar a terceiros, em plena consciência e sem provocação, o direito de matar o seu semelhante, com base em factos que se situam no terreno do incerto, do inverificável, do desconhecido.

 

Resta voltar ao princípio. O BE costuma pensar com o pélvis. As suas iniciativas têm a ver com questões sexuais nas suas mais variegadas versões. Querem “chocar” a sociedade, as mais das vezes inventando ou alegando histórias que alegam ter a ver com “direitos”. O que interessa é vir nos jornais, fazer tonitruantes declarações, alegar taradices, excepcionalidades e defeitos físicos de vária ordem e transformando tudo em excelsas qualidades. É a face Eros do BE& Cª.

Quase esgotada esta (não se sabe se farão mais descobetas...), dedicam-se agora a Tanatos. Desde que seja propagandisticamente válido, chocante ou desestabilizador, é válido. Iludam-se os que pensam que esta gente está preocupada com as pessoas. O que a move é a publicidade.

 

12.5.18

6 comentários

  • Sem imagem de perfil

    cidadão urbano 13.05.2018

    (continuação da resposta ao "Anónimo" das 15:57)

    Para finalizar, acredite no que lhe digo, imaginar agora uma situação futura e o que pretendemos para essa situação é bem diferente de vivermos essa situação. A diferença é tanta como da noite para o dia e de um momento para o outro damo-nos conta de que aquilo que pensávamos querer não é nada daquilo que queremos.


  • Sem imagem de perfil

    Anónimo 14.05.2018

    Resposta do "Anónimo" das 15:57 ao "cidadão urbano":
    Nunca acreditei em "dogmáticos" que tentam impor a sua "ideia" aos outros. Daí, não acreditar no que me diz. Fique com a sua "ideia" para si.
  • Sem imagem de perfil

    cidadão urbano 14.05.2018

    Se nunca acreditou em «"dogmáticos" que tentam impor a sua "ideia" aos outros» então porque acredita nas suas próprias palavras? Não sou eu quem tenta impor um novo dogma. Você, meu caro, é que tenta impor a sua "ideia" aos outros pois neste assunto eu apenas quero que fique tudo como está.

    E sendo essa a sua "ideia" que tenta impor aos outros só falta saber se é uma ideia que quer para todos (inclusive para si) ou se é só para os outros, ou seja, se quando chegar a sua altura continuará com a mesma "ideia", com a mesma vontade de morrer ou se terá entretanto mudado de ideias e lutará com todas as suas forças (se ainda lhe restar alguma) para se manter vivo!

  • Sem imagem de perfil

    Anónimo 15.05.2018

    Caro "cidadão urbano", como bem sabe, eu não tento impor a minha ideia aos outros. Mas, "chicos espertos urbanos" dizem o que o senhor diz, em beneficio próprio.
    Assim, definitivamente, termino. Jamais responderei a qualquer "provocação" do cidadão (des)ubano.
  • Sem imagem de perfil

    cidadão urbano 15.05.2018

    Como eu bem sei? Não, não sei nada disso. Bem pelo contrário, como ficou evidente pelos meus comentários.
    O facto de você ter sido curto no seu comentário inicial não significa que não tenha tentado impor a sua ideia aos outros ou não tivesse vindo com os seus próprios argumentos.

    Claro que o que eu aqui disse é em benefício próprio, não quero que ninguém me desligue a máquina no meu maior momento de fragilidade pessoal mas também o disse em benefício de toda a sociedade.
    Ninguém jamais deve ter o direito de desligar a máquina a pessoas fragilizadas... que é para onde caminharemos se pessoas como você levarem consecutivamente a vossa avante. É sempre assim, começam por puxar o dedo e se deixarmos quando dermos conta já nos estam a puxar o braço e aí já estaremos todos tramados!


    Finalizo perguntando: não gostou do que eu por aqui disse? Azar o seu mas, pelo menos, ficou agora a saber o que os outros sentem quando espalha o seu veneno, perdão, "ideias"... pois agora, provou do seu próprio veneno e não gostou!
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