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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

HOSPITAIS DE FÉRIAS

 

A pandémica estupidez em que estamos envolvidos leva às mais extrordinárias consequências. Sendo certo que a “confinação generalizada” leva a que milhões de pessoas não tenham anti-corpos e, assim, fiquem mais vulneráveis a qualquer regresso do vírus, demos isso de barato e vejamos quão certo é que o hábito de não trabalhar entra facilmente na pele de cada um e, com a aceitação e o aplauso das “autoridades”, leva à inutilidade de multidões, cheiinhas de desculpas para não fazer pêvas.  Desde a espantosa desculpa de “ter de” ficar em casa a tratar de criancinhas comprovadamente imunes (heroica parentalidade), quando justificação seria a de tomar conta de velhos em risco, até aos horríveis perigos dos transportes públicos às moscas, para umas fériazinhas pagas tudo vale, sempre com o apoio de “quem manda”.

Veja-se os funcionários públicos, empregados do Costa. Enquanto a populaça se acotovela para arranjar comida, enquanto outros, muitos, apesar de tudo menos infelizes, têm que se contentar com a “ausência de austeridade”, cifrada em dois terços do ordenado, os mui nobres funcionários estão refastelados em casa com o ordenado por inteiro mais 0,3% (aumento miserável, mas aumento). Enquanto as filas do desemprego aumentam - e muito mais vão aumentar -, a elite pública nem um chavo perde. Tem razão o tal Costa, não há austeridade, sendo que austeridade para os empregados do privado, os comerciantes, e tantos outros, não é austeridade. Que ideia! Será um saxofone?

No dia 22 de Abril fui a um hospital privado, com um familiar, fazer uns exames. Instalações de luxo. Já por lá tinha estado, em tempos normais. Havia multidões na recepção, nos corredores, por toda a parte, gente ansiosa, aflita, desorientada, bichas, esperas, uma chatice. No dia 22 de Abril, mais de 90% do hospital estava às moscas. Havia uns tipos a fiscalizar as máscaras e outras martingalas, a fazer perguntas, a chatear a plebe. Percorremos quilómetros de corredores sem encontrar ninguém. Tínhamos marcação, conseguida com duas semanas de antecedência. Brilhante. Ao todo, havia mais um tipo para os exames. Foi óptimo, não esperámos praticamente nada, e lá se fez o exame.

Entre parêntessis, diga-se que o resultado, 19 dias depois, ainda não foi entregue, mas isso, como calcularão, é pormenor... Adiante.

Facto é que deixou de haver doentes. As urgências estão vazias. As doenças outras que não a gripe do Covide, ou eram mentira ou estão “congeladas”. Cirurgias? Não brinquem com o pagode. Dentistas, o que é isso? Consultas? Só quando o Rei fizer anos e, como não há Rei, que se lixem as consultas. O povo está mais saudável que nunca. Dirão que há excepções. Com certeza que há, a confirmar a regra.

Os hospitais de campanha estão desertos. Morreu muito mais gente com gripe em 2015, e ninguém deu por nada. Agora é que é bom. Tudo o que se passa é desmesurado e, a prazo, duvidoso e catastrófico

Mas a malta gosta, e essa é que é essa.

 

11.5.20

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