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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

ILUSÕES

Desde a mais remota antiguidade, vem a espécie humana moldando a natureza, modificando-a, tornando-a mais produtiva, adaptando-a às suas necessidades, dominando o curso dos rios, plantando florestas, melhorando a qualidade e a produtividade da flora e da fauna, privilegiando e gerindo as espécies necessárias à sua alimentação...  e assim conseguindo, em muitos milhares de anos, passar de pequenas tribos de caçadores recolectores para uma comunidade global de milhares de milhões de indivíduos com vidas progressivamente mais viáveis. Houve, há, certamente, tropeções, mas, geral e indiscutívelmente, a evolução humana na sua relação com a natureza tem um cunho positivo.

O homem pode o que pode, é certo, e pode muito, mas dentro de certos limites. Não tem poder sobre a chuva, não domina trovões, tempestades, hecatombes planetárias da mais variada ordem. Pode minimizar as consequências dos azares naturais, mas é impotente no que toca ao seu domínio, aquecimento global incluído. A natureza em geral, mesmo moldada pelo homem, e o clima em particular, mantêm uma independência de “decisão” que está para lá da nossa vontade ou do nosso poder.

Ao longo das eras, a temperatura e a habitabilidade, a qualidade dos elementos do planeta, tem sofrido alterações, todas eles com influência, às vezes positiva, outras  catastrófica, na vida das espécies, o homem incluído.

Nos nossos dias, a humanidade parece estar com graves problemas de adaptação a um eventual, ou já existente, aumento da temperatura do planeta. Ao que não podemos dominar, teremos que nos adaptar e seguir em frente. Àquilo em que temos poder, a qualidade do ar que respiramos e da água que bebemos, a produtividadade da terra, a busca de energia, a saúde da espécie, temos obrigação de atender. O que não está nas nossas mãos alterar, temos obrigação de prevenir.

Em vez disso, a humanidade tende a gerar uma doentia e inútil mentalidade de aterrorizadora e de auto-vitimização. A temperatura do planeta, que já subiu e desceu milhares de vezes, deixou de ser um fenómeno natural, planetário, basicamente incontrolável, para passar a ser “culpa” da humanidade. Uma vez assumida tal culpa, assalta-nos a ilusão de que podemos “arrefecer” a terra. Ou seja, de uma culpa fabricada partimos para uma expiação tão ilusória como ela. Se o tal aquecimenbto é devido à presença de CO2 na atmosfera, e se o CO2 é culpa das pessoas, como explicar as inúmeras vezes em que o planeta aqueceu e arrefeceu, sem que a humanidade por cá andasse ou, andando, sem que produzisse tal coisa?

Em vez de se preparar para o que é capaz de estar para vir, em vez de só ajuizar os custos do alegado aquecimento, porque não pensar nas maravilhas que também pode causar? A Sibéria verdejante? Um novo continente no Ártico? Zonas frias e inabitáveis a tornar-se férteis e hospitaleiras? Novos lugares para a expansão da humanidade? Porque não pensar nisso em vez de andar a aterrorizar a humanidade com uma “causa” sem efeito?

Por exemplo, dimuinuir as emissões de CO, que é venenoso, muito bem. Gastar milhões com moinhos de vento, atentas alternativas mais baratas e não poluentes, muito mal.                      

Mas a moda, a correcção, a demagogia universal, os milhões de "gretas", de outros tarados e de oportunistas políticos que por aí proliferam parecem poder mais.

E o clima, esse malandro, vai continuar o seu caminho como muito bem lhe der na cósmica cabeça.

 

4.12.19

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