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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

INIMIGOS, PRECISA-SE!

 

Como é próprio de ditadores, o governo da geringonça, a braços com os buracos que vai abrindo (só não dão por ele os néscios, os distraídos e os clientes), dá-se agora ao trabalho de criar inimigos, como fazia o Estaline com os culaques, o Hitler com os judeus, o Fidel com os americanos, o Maduro com a oposição...

Éclaro que, dado o ambiente europeu dos nossos dias, não há hipótese de tratar os “inimigos” como o faziam os citados camaradas. Mas o espírito, a moral, a capacidade de engromilar o povo, é mais ou menos a mesma. O primeiro inimigo a criar foi o PSD e Passos Coelho. Costa, à falta de melhor e à boa maneira do Maduro, em vez de argumentos sérios e políticas não demagógicas nem ruinosas, dedicou-se a fazer oposição à oposição, valendo tudo e mais alguma coisa. Mas o tempo foi correndo e continuar a bater só nessa tecla começou a cansar. Daí, Costa, com o entusiástico aplauso dos repetidores do PC e do BE, resolveu, primeiro, utilizar os que estavam mais à mão: a “Europa”, o Schäubel, o BCE e quejandos, que têm em comum não ir na conversa da geringonça e continuar a “avisar”. Quando estes começaram a ficar gastos, havia que excitar as massas com mais inimigos internos. Daí, o Conselho de Finanças Públicas e o banco de Portugal, devidamente personalizados nos seus mais conhecidos representantes, dona Teodora e Carlos Costa, vítimas da mais desbragada e caluniosa campanha.

Agora, como sopa no mel, mesmo a calhar, vem o camarada Jeroen com a história dos copos e das gajas. Uma jogada de mestre. Primeiro, vira-se-lhe as declarações de pernas para o ar. A imprensa, a televisão, etc., agradecem e, servilmente, ecoam. Daí, desencadeia-se mais uma identificação de um poderoso inimigo. O camarada Santos Silva, de há anos encarregado da trauliteirice lá no partido, tece declarações absolutamente impróprias de um ministro (mais impróprias que as do Jeroen), dando gás à coisa. Vale tudo para distrair o pagode. Tudo!

Uma das muitas cerejas em cima deste bolo é o ascoroso tipo do lacinho, sito no "Expresso", alta figura da “informação”. Nas suas primárias palavras, o Jeroen passou a “moço de recados do Schäubel” e seu “cão de guarda”, “hominídio” e “primata”. Repete as palavras do homem de forma martelada e, portanto, falsa. Depois, vitupera a “histérica parvoíce da personagem”.  Diz que, qual Sócrates (esta é minha) aldrabou num curso qualquer. Que é uma figura “patética”. Acusa-o de não gostar da “solução governativa portuguesa” (alguém gosta, além dos seus actores?). O homem representa a “ala dura neoliberal” (esta tem barbas). Depois, mete-se com o BCE, que parece hesitar na aplicação de multas à geringonça.

O que são as metáforas, ordinárias mas certeiras, do Jeroen, se comparadas com a diatribe rasca do tipo do lacinho, servil, ultrapartidário, propagandista da tese dos “inimigos”, contribuinte de peso nas mistificações do governo? Não serão elogios, mas não há ninguém por essa Europa fora que não perceba as razões que lhe assistem. A geringonaça também percebe, mas prefere aldrabar.

 

27.3.17     

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