INSANÁVEL ESTUPIDEZ
Reunido três horas com o PM, veio o Oco dar notícia das enormes (insanáveis!) divergências que os afastam.
Sobre quais sejam, não brindou o povo com a mais leve sombra de informação. Nem uma palavra. O Oco é opaco, talvez para que se não veja que nem fumo tem na caixa craneana. É de lembrar aqueles miúdos que não querem comer a sopa. O pai, a mãe, a avó, perguntam: “porquê?”, o petiz responde “porque não!”. Ou então “não digo, toma, toma, toma!”.
Nestes termos, as coisas ficam explicadas. O Oco continua a contar com o ovo no rabiosque da galinha, isto é, que a Europa inteira, o FMI, o BCE, a CE, o Conselho, os governos, os países, os povos europeus, todos anseiam pela sua chegada ao poder. Por unanimidade, ficarão tão contentes com isso que, como por encanto, os juros descerão, os prazos alargar-se-ão, criar-se-á a união bancária, a mutualização da dívida e mais uma série de panaceias que salvarão este jardim das agruras da austeridade. Isto sem esquecer que, pletóricos de alegria, todos se vão oferecer para pagar o subsídio de desemprego aos portugueses atingidos pelo flagelo.
Pois. Olhem o Hollande, o mais que tudo do Oco, de rabinho entre as pernas como um cachorrinho desmamado! O Oco meteu o homem no saco: Hollande deixou de existir. Escaldado, arranjou outro namorado: o alemão que quer pôr no poleiro do PE. Agora é que é! Falhou o franciú, venha o tudesco!
Se a estupidez tivesse rodas, o PS já estava na Fórmula 1.
18.3.14
António Borges de Carvalho