INSULTOS
Profissionais de insultos há-os com fartura. Perguntem ao Arménio! O rapaz deve ter uma madrassa onde os alunos lêm manuais de agitprop de manhã à noite, especializando-se nas mais variadas formas de chamar nomes a tudo o que não pertetencer à agremiação. Esta casta é objecto da indiferença - leia-se da protecção - das autoridades, que devem achar montes de piada aos insultos.
Também há os espontâneos, ainda que em reduzida quantidade. Perdem a cabeça, mandam as suas bojardas, e vão à vida. Uma vez por outra, coisa raríssima, alguém acha, por exemplo, que é chato insultar o Presidente da República. Mas não se incomodem. No fim da linha, haverá sempre quem dê o aval oficial, ou judicial, à “insensata” intervenção do insultador.
Na net é um vê se te avias. Vale tudo, na certeza de que a liberdade de insultar será preservada, como inalienável direito das gentes.
Ontem, porém, tivemos um excepção, e a alto (baixinho) nível. É que vale tudo menos insultar o Costa. O Costa é sagrado! Pelo menos é esse o parecer da dona Maria de Belém, com o seu imponente ninho de cegonha bem lacado no alto do cérebro: na sua qualidade de presidente dos sarridos do socialismo em convulsão, a senhora fez queixa à PGR. A senhora não é de modas. Insultar sim, mas o Costa não.
O IRRITADO, como é evidente, solidariza-se com a ilustre camarada e deseja à queixa apresentada o maior dos sucessos. Que diabo, há limites!
27.6.14
António Borges de Carvalho