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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

JAMAICA

Se o racismo é pouco, há que criá-lo e alimentá-lo. Se não se empolar, generalizar, propagandear, não vai funcionar.

Um vídeo de um pormenor de uma acção policial (os operadores de câmara só filmaram um bocadinho do fim da coisa, esquecendo o princípio, a causa, que continua no segredo dos deuses) inculca na cabeça das pessoas e, desgraçadamente, na estupidaz mediática, que houve uns polícias que, de seu livre alvedrio, desataram à porrada a uns cidadãos de origem africana. As almas puras, preocupadas com o caso, desataram a excitar a indignação das massas, diga-se que com notável sucesso. Se os agredidos fossem da cor dos europeus, fiaria mais fino. As mesmas almas considerariam que houve desacatos aos quais a polícia respondeu com “proporcionalidade”. A coisa atingiu reacções estratosféricas, mas as desordens que se seguiram foram menos ordinárias que o palavreado dos pretensos indignados, que viram naquilo um pèzinho para as mais extraordinárias acusações. Ao ponto de um tipo conhecido por primeiro-ministro descobrir que a oposição está preocupada com o seu “tom de pele”. Ao ponto de responsáveis(?) políticos do BE tomarem conta da trapalhada, a fim de conquistar uns votinhos.

Nunca, em Portugal, houve políticas descriminatórias. Mesmo no tempo da II República a doutrina oficial era a da “sociedade plurirracial”, funcionasse ou não. Só agora parece havê-las. O fosso é social e cultural, sejam as pessoas pretas ou brancas. Como em todas as sociedades humanas, há quem não consiga ultrapassar os limites em que nasceu, como há o seu contrário. Inúmeros rapazes e raparigas, pretos e brancos, na sua maioria estudantes, se entregam a pequenos empregos para ajudar a custear os seus estudos, com o objectivo de, honestamente, saltar os muros sociais e culturais em que o passado os colocou. Outros há que se entregam à sua circunstância e preferem o ódio e a cizânia a fazer os possíveis para melhorar a sua vida.

É verdade que nada justifica a existência de bairros como o da Jamaica. Mas, mesmo aí, muita gente há de origem africana que não é desordeira, nem odienta, que vai fazendo pela vida, mais do que queixar-se ou entrar na marginalidade social ou política que o Bloco de Esquerda, repositório de ódios vários, alimenta e protege. Num mercado de trabalho onde a oferta é bem maior que a procura não é aceitável que tantos se queixem de falta de trabalho em vez de se queixar de falta de vontade de trabalhar.      

Esperemos que os acontecimentos sirvam para despertar vontades mais justas, produtivas e sérias que as do Bloco de Esquerda ou do chamado primeiro-ministro.

 

28.1.19

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