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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

JUSTIÇA SOCIAL E CORTES

 

Muita gente pergunta, ou se pergunta, porque será que, para além das manifestações dos profissionais, amadores e apendizes das ditas, não há, que se veja, protestos dos verdadeiramente mais desfavorecidos. Com tantos génios das sociologias, das estatísticas, das politologias e das etc. que por aí vicejam e vão ganhando a vida com opiniões, estudos e manifestros, é de estranhar que do chamado povo, contrariando os fervorosos desejos dos mários soares, boasventuras, viriatros, pachecos & Cª, não se tenha visto nada de retumbante ou relevante. Porquê?

 

O IRRITADO, sem pretensões a ter achado a verdade, arrisca, talvez sem razão, algumas razões.

A primeira é que fome propriamante dita, daquela a sério, como muito bem dizia a dona Jonet aqui há dias, é coisa que não temos por cá.

A segunda é que a política de cortes e mais cortes tem poupado os que menos têm. A ferocidade do fisco e dos seus funcionários tem-se concentrado na classe média, que vai deixando de o ser mas ainda aguenta, como dizia o outro.

A terceira é que os géneros de primeira necessidade têm preços mais baixos e que a história do IVA a 23%, se é terrível em vários sectores, não atinge os que mais protestam (restauração, hotelaria, etc.), os quais mantêm, ou até baixam, os seus preços – ainda que muitos tenham passado a pagar impostos, coisa que não fazia parte da sua “filosofia”.

A quarta é que os reformados e pensionistas mais atacados são os das grandes reformas e pensões. Os demais também levam na cabeça, mas em percentagem menos insuportável. Interessante, nesta matéria, é que os mais virulentos ataques a tais cortes vêm dos reformados lá de cima (Cavaco, Ferreira Leite, generais, juízes e quejandos), não de quem sente o aperto por umas dezenas ou até centenas de euros.

 

Se compararmos os cortes portugueses com os gregos ou os irlandeses (as contas andam feitas por aí) verificamos que o governo português é, de todos, o que mais preocupações sociais tem tido. É evidente que não deixará de ser diariamente acusado do contrário, mas isso é timbre da generalidade dos nossos opinadores, bem como dos partidos socialistas e comunistas, para quem as contas, quando são más, óptimo, quando são boas não se conta com elas. Isto para não falar desse escol, principescamente pago, que é o Tribunal Constitucional.     

 

7.4.14

 

António Borges de Carvalho

3 comentários

  • Sem imagem de perfil

    XXI (militante PSD) 08.04.2014

    Caro "anónimo" (dito de outro modo: profissional da "treta"), labora em ERRO.
    Na verdade, o Pedro Passos Coelho não é o meu "ódio de estimação". As MENTIRAS (sobretudo de Governantes) é que merecem em absoluto o meu "ódio de estimação". Daí, ter "odiado" o mentiroso anterior; daí, com base no ataque às mentiras anteriores, Pedro Passos Coelho ter prometido o contrário do que fez e (sei agora) QUERIA FAZER.
    Não desculpe os MENTIROSOS, atacando quem foi enganado, ludibriado e burlado. É muito feio da sua parte, mormente, num confortável esconderijo "anónimo".
  • Sem imagem de perfil

    Filipe Bastos 08.04.2014

    No Passos, o que mais me chocou nem foi tanto a aldrabice eleitoral, mas sim a dependência do Relvas, e a mama da Tecnoforma.

    De início tinha-o como um mero fantoche sonso, convencido da sua própria moralidade. Afinal era treta. Além de jotinha tachista e pulhítico aldrabão, é também um reles TRAFULHA.

    Não obstante, dou razão ao Anónimo: v. bate na tecla do Passos como se este fosse culpado de tudo, a começar pela "austeridade". Não é.

    E ao insistir que é, está a branquear - deliberadamente ou não - o Partido Sucateiro, e o Pinto de Sousa em particular. E isso é inadmissível.

    Quando lhe recordam isso, reage mal: ataca quem o recorda. Acresce que, volta e meia, fala em meter o PS no poleiro outra vez. Essa conversa não cheira bem, XXI. Cheira a Tecelão e afins.
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