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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

MENTALIDADES MODERNAS

Acho muito bem que as pessoas se preocupem com o ambiente – não “meio ambiente”, ambiente inteiro, quer dizer, sem pleonasmos. Acho muito bem que se cuide da qualidade do ar, da água, da terra, da diversidade genética, das fontes de energia, numa palavra, que se cuide do ecossistema que permite a vida humana.

Há muitos anos, estas preocupações eram o ideal de muita gente, que ia procurando, honestamente, remédios para isto e para aquilo. Aos poucos, estes sérios ideais passaram a pasto de negociantes e demagogos. Miríades de organizações descobriram nestas matérias fonte de lucro, modo de vida, forma de arranjar dinheiro. Os Estados foram cedendo a tudo, porque não o fazer seria politicamente incorrecto. Quanto mais terror se infundisse às pessoas, mais dinheiro público escorreria para ONGs, repartições, academias, “cientistas”, empresas, tudo gente óptima, empenhada na salvação da humanidade e na barriga cheia. Quanto mais barulho, quanto mais entraves ao desenvolvimento, mais dinheiro, mais fama, mais multidões dominadas pelo terror ecológico. A ONU pôs um distinto grupo de funcionários internacionais, chefiados por um especialista em comboios a trabalhar, a baralhar dados, a criar programas informáticos destinados a chegar a conclusões pré-estabelecidas e a transformá-las em “ciência estabelecida e definitiva”. Os académicos que resistissem seriam, e são, considerados inimigos da humanidade, do planeta, da saúde, e devidamente ostracizados. Os políticos que não aceitassem de mão beijada as verdades estabelecidas seriam, e são, castigados pelas multidões na rua e pelos cidadãos eleitores, vítimas da propaganda universal. Os avanços científicos “incorrectos”, como a descoberta dos transgénicos, (que nunca fizeram mal a ninguém e têm alimentado milhões de almas) seriam, e são, metidos na conta dos crimes ambientais, e proibidos, escorraçados. A mais limpa de todas as fontes de energia economicamente viáveis, a nuclear, foi entregue por demagogos, “cientistas” e “ecologistas” à voracidade das multidões enganadas. Com a desculpa da “limpeza”, borrou-se as paisagens com caríssimos moinhos, aumentou-se os custos energéticos às pessoas, uma data de gente encheu-se de dinheiro, e todos temos, oficialmente, a obrigação de ficar muito contentes com isso e bater acéfalas palmas à ONU e aos seus assalariados “cientistas”, à UE e seus comités de burocratas, e até, imagine-se, ao patarata que temos como ministro dito do ambiente.

No século XX, um sábio – Einstein - pôs-se a pensar e formulou a equação e=mc2, que demonstrou. Ainda não houve quem se atrevesse a pô-la em causa. Com um cálculo simples e talvez simplista, mas com foros de exactidão, concluímos que 1 grama de matéria contém qualquer coisa como 90.000 toneladas de energia equivalente. Posto isto, que concluir? Que o grande desafio que à ciência humana se coloca é o de saber como usar tal inesgotável fonte da energia. Mas os avanços – poucos em relação ao necessário – são condenados universalmente pela “ciência estabelecida”.

A mais espantosa de todas as “descobertas” - a destruição do planeta pelo homem – provocou o surgimento de um negócio milionário, dos “direitos de carbono”. Porquê? Porque a Terra está a aquecer, vítima do CO2 produzido pelo progresso da humanidade. Para o caixote do lixo foram todas as demonstrações sobre as múltiplas eras em que o planeta aqueceu, sem que houvesse indústria, combustíveis fósseis e outros horríveis malefícios da humanidade. Foram para o caixote do lixo todas as demonstrações sobre tempos em que a concentração de CO2 foi milhares de vezes superior ao que é hoje, sem que acção alguma do homem a provocasse.

Atenção, é evidente que é preciso despoluir e cuidar dos suportes de vida humana, respeitar a Natureza (modulando segundo as necessidades), é preciso prosseguir na descoberta de meios cada vez mais eficazes de qualificar os recursos. Tudo isto é verdade. O que não o é, é andar para aí a clamar que nos devemos sacrificar para “bem do planeta”. O planeta tem outro tempo, outro modo, outra dimensão, coisas que não estão ao nível nem ao alcance do homem comum, ainda menos ao dos “cientistas” da ONU ou dos burocratas de Bruxelas.

Quando o Papa Francisco, homem de qualidade sem par e de coragem sem peias, “embarca” nos orgulhosos conceitos da “ciência estabelecida”, e aponta o caminho dela ao seu rebanho, é porque algo de muito grave se está a passar. E, com o aval de Sua Santidade, passa de grave a gravíssimo.

 

28.6.15

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