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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

MORAL REPUBLICANA

Esta história dos cartazes do PS mereceria um artigo do mais chocarreiro humor, tal os que por aí proliferam nas chamadas redes sociais.

Mas nem isso me merece. O assunto é sério, na medida em que mostra a total ausência de escrúpulos da organização do pretendente Costa, isto é, a verdadeira e profunda natureza da dita.

Nestas coisas manda, devia mandar, uma elementar consideração pelas pessoas, coisa cinicamente brandida, não praticada, pelas esquerdas. O princípio tem que ser o da utilização da cara de cada um desde que cada um seja candidato ou equivalente ou desde que cada um seja profissional contratado, ou ainda, tratando-se de borlistas, que os mesmos autorizem expressamente a utilização da sua imagem para propaganda de terceiros.

Nada disso aconteceu. Uma senhora, desempregada desde os tempos do socratismo, é utilizada, sem o seu conhecimento, para ilustrar o desemprego causado pela crise que a incompetência e os desmandos desse mesmo socratismo provocaram. Outra, funcionária de uma junta de freguesia do PS (por sinal sob a presidência de uma ex-patroa de um bar onde se vendia uisqui de Sacavém), sem mais nem menos, é fotografada como exemplo de desemprego, afirmando que a culpa é do governo. A coisa, aqui, fia finíssimo. Não tendo pedido à rapariga para a utilizar, com que contavam os utilizadores? Evidentemente, com o medo do desemprego, isto é, fazendo-a presumir que a sua situação laboral podia ser afectada se protestasse. A patroa, ou seja, o PS, ou a punham na rua ou passariam a fazer-lhe a vida negra se piasse. A rapariga piou. Não lhe invejo a situação em que se meteu, tanto quanto lhe elogio a coragem. Faz lembrar um caso de violência doméstica, não faz?

O PS tem vindo a tentar arrepiar caminho com desculpas de mau pagador e fraseologia sem sentido, o que não interessa, ou já não interessa.

Ponha-se em cima da mesa a natureza da propaganda, a imitar o mais rasca do que se pratica lá para as Américas: as acusações aos adversários a substituir as “razões” do propagandista. Publicidade pela negativa, a roçar o insulto.

Não me venham dizer que este estilo é fruto da cabeça de algum profissional brasileiro, ou português, ou o que seja. Nem o mais estúpido acreditaria que de tal se trata. O estilo foi comandado por quem manda, quer dizer, pelo Costa. Este balofo tem, pelo menos, total responsabilidade política na matéria, coisa que passa a vida a exigir a outros por dá cá aquela palha. A bem de alguma réstia de coerência, devia, pelo menos, demitir-se.

Confiança em gente desta só a tem quem for parvo ou igual ao pretendente, isto é, sem escrúpulos.

A cereja no cimo da pastelada é dada com a mais repenicada e obsoleta mentalidade laico-jacobina. Esta importante, ou geral, ala do PS, veio criticar o único cartaz que fazia algum sentido: uma menina a levantar o escuro véu do passado recente, descobrindo a “luz” que brilhará com o advento do poder socialista. É mais uma aldrabice, é mais publicidade negativa mas, enfim, cada um tem o gosto e o carácter que tem, não se podendo exigir mais de quem mais não tem para dar.

Mas, lá no partido, levantaram-se indignadas vozes: o cartaz prefigura propaganda religiosa, o que tem odiosas conotações para um partido que, com certeza por engano, defende a respectiva liberdade. Inaceitável! O jacobinismo mais desavergonhado, mais bolorento, ou mais cheio de complexos de culpa. Esta, nem o Afonso Costa!

Por mim, o que falta ao cartaz é o aparecimento, no calor dourado do futuro céu, da imagem salvífica do Costa, sentado, qual Deus Padre, no seu trono, tendo à direita o Pinto de Sousa, e à esquerda o Santos Silva. Enfim, uma coisa desse género. Talvez agradasse mais às cavernas mal cheirosas do ultramontanismo republicano.

 

Em conclusão, quem põe a hipótese de votar nesta gente, que pense duas vezes no que nos vai meter.

 

10.8.15

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