O CANDIDATO
Bem dizia o IRRITADO que aquela do Marcelo ter desistido de vir a ser Presidente da República ia morrer na praia. Era uma decisão tão irrevogável como a demissão do Portas.
Quem o viu, ontem, falar às massas do PSD, só não percebe se for completamente parvo. O homem estava ali com um fim bem claro: apresentar a sua candidatura.
Em resumo, informou que se estava nas tintas para o “perfil negativo” traçado pelo líder. Afirmou que, dentro do partido, era de uma “abrangência” total, ao ponto de tecer loas ao Pacheco. Proclamou que, na sociedade, tinha tanta consideração por todos que chegou a dizer maravilhas do Álvaro Cunhal!
Aqui temos, auto-descrito, o “Presidente de todos os portugueses”*!
Depois do discurso de Marcelo, alguém é capaz de sonhar que Passos Coelho terá margem para propor outro candidato?
23.2.14
António Borges de Carvalho
*Trata-se de uma inconstitucional aldrabice (na Constituição o Presidente é da República, não de português algum) tantas vezes repetida que parece ter passado a verdade. Mas dá imenso jeito, não dá?