O MEU PAÍS
Faltam (a PNS) certas qualidades. Por exemplo, não tem classe, nem encanto, nem credibilidade, nem compaixão, nem inteligência, nem cordialidade, nem sabedoria, nem subtileza, nem sensibilidade, nem autoconsciência, nem humildade, nem graça. O que coloca as limitações de PNS num relevo confrangedoramente acentuado.
Nunca disse nada de irónico, espirituoso ou sequer ligeiramente divertido. Falta de humor é quase desumano.
(Com base num texto de Nate White)
No meio de uma campanha feita de acusações falsas ou pobrezinhas, de propostas estrambólicas ou redundantes, de exibições histriónicas ou ridículas, de ideias parvas ou contraditórias, de “visões do futuro” vazias ou (mal) copiadas, este fulano prepara-se, se a situação parlamentar se repetir (t’arrenego!), para renovar as alianças com o Chega quando for preciso e para paralisar tudo o que cheirar a reforma. Um Sócrates sem “chama”, um Costa paralítico.
Se eu quisesse caracterizar o homem utilizando o seu entourage pô-lo-ia lado a lado com as suas aias Ana Gomes e Alexandra Leitão. Já agora, acrescentava os heréticos Pacheco Pereira e Tavares do Público.
Meu pobre país.
12.5.25