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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

O VERDADEIRO CHEFE DA VACA VOADORA

Longe da mãe pátria, fora das marés das notícias (ou da espuma dos dias, como se diz agora), alguém me convida e me põe a ver a SIC internacional. Não que eu quisesse, já que tinha prometido fazer uma “limpeza”, isto é, passar duas semanas como se a geringonça não existisse, nem o Trump, nem as doidas da Bloca, nem o Benfica, nem o Ronaldo, nem os doutores da bola, nem outras figuras menores de que o Costa é bom exemplo.

Mas lá cedi. Vi e ouvi o que me deram a ver e a ouvir. Fiquei de rastos. Há coisas que ultrapassam não só a nossa imaginação mas também qualquer raciocínio lógico, ético ou político. Diante dos meus olhos, um senhor que ajudei a eleger Presidente da minha triste República fazia um comício, ele que tinha prometido não fazer comícios e até tinha sido eleito sem eles. Perante distintíssima assistência, não sei onde, Sua Excelência fazia o panegírico da geringonça (ou vaca voadora, no parecer oficial), metia-se a fundo a colaborar com a máquina de propaganda do chamado governo, abandonava qualquer sombra de independência, daquela independência que alguém julgaria ser própria do cargo.

Não é criticável que o Presidente tenha, para com o governo, a tão propalada “cooperação institucional”. Não merece reparos, pelo contrário, que o Presidente, enquanto mais alto representante do Estado, acompanhe o governo em questões internacionais, na chamada diplomacia económica ou em matérias não por demais controversas. Não se espera do Presidente que, por acção ou omissão, se oponha ao governo ou lhe dificulte a acção, pelo menos por sistema.

O que não é politicamente aceitável é que se transforme em arauto da facção no poder, que seja mais geringonço que a geringonça, que ribombe os maravilhosos feitos do chamado governo, que esqueça os juros que sobem mais que os dos outros, a dívida a caminho da estratosfera, as desonestidades evidentes de casos como o da CGD (com as quais colaborou activamente) que contribua para adensar as cortinas de fumo com que somos brindados, que sublinhe com retumbantes encómios as vanglórias governamentais.

Sendo certo que é aceite (embora absurdo) que o PR o é “de todos os portugueses”, não seria demais que Marcelo Rebelo de Sousa se lembrasse de quem o elegeu: sem excepção, gente que abominava os que ora são poder, gente que o preferia por não ser adepto de tal orquestra e gente que nele votou por exclusão de partes, sendo as partes excluídas aquelas que, sem pudor nem vergonha, ele agora serve com fidelidade e propalada admiração.

Não se compreende esta presidencial “filiação”. A não ser… a não ser que se trate do verdadeiro líder de quem diz governar-nos.

Pensem nisto. Por mim, vou fazer os possíveis por, durante uns dias, não ter mais notícias.

 

24.11.16

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