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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

PASSES

Esta história dos passes sociais tem feito correr rios de tinta. E, como acontece com a maior parte das medidas populistas, ninguém delas discordará. Se é mais barato, ainda bem. Se facilita a vida a muita gente, ainda bem. Assim pensa o IRRITADO.

O pior é o resto.

Primeiro, diz a propaganda que os descontos vão incentivar a frequência dos transportes públicos. Poucos ou nenhuns dos que, actualmente, utilizam automóveis, passarão a andar de comboio. Os que andam de comboio podendo andar de automóvel, continuarão a andar de comboio. Os outros também. Portanto, o primeiro argumento não cola.

Depois, há o problema dos que, por esse país fora, não dispõem de transportes públicos: pagarão, via impostos, as injecções de capital que o Estado fará para os que os têm paguem menos? Estará certo? Não me parece.

Finalmente, e mais importante: se se trata de passes com incidência em certos concelhos, por que carga de água não são esses concelhos a pagar? Por exemplo, em Lisboa, a CML, a abarrotar de dinheiro e a gastá-lo mal gasto, ou pelo menos sem respeito por um plano de prioridades (inexistente, ao que é dado pensar pelo que se vê), uma câmara que tem gasto centenas de milhões dos nossos euros em indemnizações pelos actos que o socialismo nela praticou – v.g. Parque Mayer/Feira Popular ou Túnel do Marquês  -, uma câmara que cobra cada dia mais taxas, uma câmara que é um monstro burocrático – para dizer o menos -, não tem umas poucas dezenas de milhões para os passes? E as outras, as da área metropolitana, sem sombra de dúvida das mais ricas do país, também não têm para tal uns trocos?

E o investimento público, nesta miséria de transportes em que se vive? Se pensarmos nas intenções declaradas pelo chamado primeiro-ministro nas suas previsões orçamentias, zero! Nem uma palavra. Omissão involuntária? Uma ova. Só as bocas da habitual propaganda, entre passes e “aumentos”. Passes sim, mas só de mágica aldrabona.

Assim vão os geringonciais dias, a fazer lembrar os ominosos tempos em que o senhor Teixeira dos Santos anunciava aumentos “sustentáveis” para a função pública, um ano antes de, teso, sem ninguém que lhe adiantasse um tostão, nos pôr nos braços da troica.

Que venham os passes mais baratos. Mas que, no fim de contas, não seja tudo para bem dos pecados da geringonça, e para mal dos de todos nós.  

 

4.10.18

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