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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

PERSEGUIÇÕES

Usando o seu habitual instinto, muito democrático, de perseguir as pessoas, o grupo de cavilosos deputados do PS decidiu convocar, mais uma vez, Carlos Moedas para prestar declarações na ridícula e comprovadamente inútil, por redundante e estúpida, comissão de inquérito ao BES/NB. Porquê, Moedas outra vez? Porque sugiu alguma coisa nova? Não. Porque Moedas é candidato à CML? Sim. Há que persegui-lo de qualquer maneira, há que inventar seja o que for, seja como for, para lhe criar escolhos, sejam quais forem, recorrendo às mais rebuscadas trapalhices, falsidades, ou o que der mais jeito.

*

Experimente ir à praia. Na Arrábida, por exemplo, anda uma lancha de polícia marítima que, quando o vê, sozinho, a esparramar-se na doce areia, desata a atroar os ares com uma buzina daquelas tipo transatântido. Uns marujos, lá da lancha, fazem ameaçadores gestos a mandá-lo dali para fora. Você não vai, tem a ilusão da liberdade. Está ali praticamente só, não consta que os piolhos da areia transmitam o covide, nem lhe parece que haja alguma lei que possa impedi-lo de ali estar. Ilusão. Você, no “pensamento” governamental e presidencial, ou é estúpido, ou não sabe quem manda. E, como se deixou ficar a modorrar, dali a dez minutos aparece um tipo de moto, outro de scooter marítima, a intimá-lo a dar o fora. Você protesta. Os polícias, inchados de autoridade, identificam-no e começam a passar o papel. Paga já, ou paga depois. Você, para quem os duzentos euros são dinheiro, mete o jornal debaixo do braço, agarra na toalha, e vai-se, fugindo aos beleguins do poder.

*

No meu bairro, mesmo aqui ao pé, há um parque infantil muito frequentado nos ominosos tempos da liberdade. Foi fechado, há meses, com um cadeado da CML. As criancinhas que se lixem, pensa o poder constituído. Há dias, quando o “confinamento” foi “aliviado”, o cadeado desapareceu. Para magna alegria das gentes, voltou a haver crianças a brincar. Até que enfim! Ilusão. O que aconteceu foi que um cidadão, daqueles do tempo da liberdade civil, rebentou com o cadeado e deitou-o ao lixo. Durante uns dias, vi com prazer algumas criancinhas a brincar no parque. Mas os pressurosos esbirros da ditadura viram a coisa e compraram um cadeado novinho em folha. Querem brincar, ó meninas e meninos? O raio que os parta, é a mensagem do município, covidofundamentalista como compete a um fiel seguidor dos ditames governamentais, presidenciais e parlamentares.

*

Para o munícipe que ainda acalenta alguma esperança, a única das vantagens do chamado “confinamento” foi a ausência da EMEL das ruas de Lisboa. A soviética instituição deixou de chatear, entrou de férias. Aqui no bairro, foi uma alegria. Acabaram as multas, as miseráveis perseguições dos malsins da Câmara. Facto é que o estacionamento passou a ser mais fácil, mais pacífico, mais funcional, mais cívico. Uma coisa boa, quiçá “imerecida”. Mas foi sol de pouca dura. É certo que a EMEL baixou a actividade (devem ter mandado alguns esbirros para o teletrabalho), mas não morreu. As multas voltaram, ainda que menos.  Numa rua onde todas as lojas, todas as actividaes económicas, têm as portas fechadas, os canalhas multam quem está nas “cargas e descargas”, que são coisa rigorosamente inexistente. Até, uma vez por outra, lá aparece o reboque. É o KGB municipal a dar uns ares da sua graça. Uma coisa, no entanto, pode contribuir para a satisfação do cidadão. É que a EMEL, só em 2020, perdeu 23% das receitas. Hossana! Esperam os cidadãos que, em 2021, seja ainda pior. Alguma coisa há-de correr bem.

*

Outra boa notícia, a ver com o estacionamento. Aqui à volta, há lugares de sobra! É a Páscoa! Quer isto dizer que há quem tenha passado as malhas de ditadura e ido para a terrinha, como de costume. Os meus honrosos cumprimentos, e agradecimentos, a tal gente.

 

31.3.21

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