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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

REAL POLITIK

 

Não é particularmente impressionante que a Guiné Equatorial tenha entrado para a CPLP. Há, por toda a parte, casos semelhantes. A própria GE é membro da chamada francofonia, Moçambique faz parte da Commonwealth, etc.. Há uma série de países a pedir estatuto de observador, candidaturas tão aparentemente absurdas como as da Geórgia e da Turquia…

O argumento com base nos “direitos humanos”, ou na obrigatoriedade da democracia, não colhe de jeito nenhum. Não somos amicíssimos da China, ditadura comunista, ou de Cuba, onde tais direitos são letra morta, enganado que foi o povo que via no facínora Fidel Castro um libertador? Não somos parceiros de negócios (falidos ou em vias de falência) de primitivos canalhas como o Chávez ou o Maduro? Não temos com Angola, um país corrupto de alto a baixo, relações “privilegiadas”? Os nossos aliados nº1, os EUA, não têm a pena de morte aplicada em grande parte do seu território?

Não ficaríamos tristemente sós se votássemos contra a unanimidade dos nossos consócios da CPLP?

Deixemo-nos de caridosas balelas, e façamos pela vida.

O outro argumento é o da língua. Aqui, sim, devia haver limites. Mas… o ditador bandido Obiang fez do português língua nacional, coisa que não passará do papel, como é óbvio, mas fez. O mesmo tirano não suspendeu a pena de morte? Suspendeu, sim senhor, signifique isso o que significar. Ou seja, cumpriu as exigências que lhe fizemos, anulando as nossas diplomáticas dúvidas. Que argumentos nos restavam? Zero. Apanhados em contra mão, outra solução não nos restava que a de meter a viola no saco e votar com os demais.

Uma saída nos restava, oferecida pelo tirano. A de o pôr na rua quando teve o desplante, a provocação, o topete, a falta de respeito, de fazer o seu discurso de “entronização” em castelhano, francês e inglês. Aí sim, podíamos mostrar, pelo menos, que somos filhos de boa gente. Não mostrámos. Agora… mija na mão e deita fora, como diz o ditado.

*

Por falar em política externa vem à colação a simpática deslocação do camarada Xin Jin Pin (não é assim, mas não faz mal) aos Açores, onde foi recebido pelo nosso mui ilustre ministro dos negócios estrangeiros e pelo chefe do socialismo lá do sítio. O tal Xin foi direitinho às Lages e a mais parte nenhuma. Não estava preocupado com a agricultura, com as vacas, com as pescas, não ia comprar queijo da ilha, nada disso. As Lajes é que é bom! Que dirão os EUA, que pagam uma renda dos diabos pelas facilidades? É desta que vão embira? Que satisfação foi dada à malta pelos ministros da defesa e dos negócios estrangeiros? Nenhuma, que se saiba. Os jornais estão calados como ratos a este respeito. Será que o senhor Portas quer arranjar “êxitos” diplomático-comerciais com esta “escala” do Xin, como o Pinto de Sousa arranjou com o Chávez, um arranjinho que nos vai custar uma fortuna?

Vamos a ver os desenvolvimentos desta obscura história. Para já, não cheira nada bem…

 

25.7.14

 

António Borges de Carvalho   

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