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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

SERIEDADE

Há um rapaz, conhecido cá em casa por Tavares mau (por oposição ao Tavares bom), que ficou conhecido do respeitável público por ter alinhado com o BE, sido feito deputado europeu, se ter zangado com o Louçã (muito bem) e se ter agarrado ao lugar com unhas e dentes (muito mal).

Ficou muito informado durante o seu mandato, fartou-se de viajar, e vem, em grande parte, usando tal experiência para exibir uns conhecimentos aqui e ali. Com medo do anonimato, fundou uma coisa a que chamou “Livre” a fim de não nos vermos livres dele. O “Livre” terá, diz-se, à volta de uns três filiados, contando com o fundador. Até teve até umas dúzias de votos.

Europeiista convicto, interpreta a Europa como barriga de aluguer que parirá um socialismo proto-comunista, ou coisa que o valha.

“Pensador” de esquerda, tem lugar cativo, três dias por semana, no jornal “Público”, diário especializado em dar dez no cravo e duas na ferradura.

Vem isto a propósito de um artigo de tão ilustre autor, no qual o nosso homem se espraia em merecidos elogios a Ribeiro Sanches, médico do Czar de todas as Rússias, senhor que deu à estampa sérias opiniões anti-esclavagistas, bem como bons e sensatos pensamentos e conselhos de ordem social. Muito bem. Depois, faz várias considerações sobre o nacional analfabetismo, culpado do nosso atraso crónico. Aceite-se. A seguir, tece uns elogios à obra educativa do Passos Manuel, e defende que os salários baixos não são favoráveis ao progresso das nações. É capaz de ser verdade. É claro que se esquece que os salários estão ligados à produtividade e a outras razões dificilmente entendíveis pelo radicalismo socialista.

Chegamos agora ao cerne da questão, à verdadeira raison d’être do escrito. É que a conclusão do dito, aliás anunciada nas parangonas do título mas só expressa, sem qualquer justificação, no último e curto parágrafo do trabalhinho: a culpa (de tudo, do analfabetismo, da falta de qualificações do povo, dos baixos salários, quem sabe se do terramoto de 1755) é do Passos Coelho!

Lapidar, não é? Baixo, rasca, odiento, miserável, a malhar no ferro frio que faz as delícias da geringonça.

O homem não nem parvo nem sério.

 

16.8.19

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