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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

TRABALHAR FAZ CALOS

 

Houve esperança nas almas quando o anterior bastonário dos médicos foi substituído. Veio um novo, com bom aspecto, e julgou-se que muito iria mudar. Baldada expectativa.

O novo homem continua a confundir a Ordem com um sindicato, a apoiar greves e outros atentados à saúde pública, em vez de, na sua posição e no uso das suas competências institucionais, procurar prestigiar a classe e promover a qualidade dos serviços que presta.

A última descoberta do dito senhor é a da ingente necessidade de legislar para que a profissão seja considerada “de desgaste rápido”. Não é. Ou é-o tanto como outra qualquer. Não faltam médicos que, passada a idade da reforma, querem continuar a honrar a profissão. Pelo menos estes não se consideram “desgastados”. Há um médico que tem, desde há muitos anos honrado a minha família e eu próprio com o seu saber. Tem 82 anos, razão única para já ter sido corrido de vários hospitais. Mas não se considera desgastado. O Dr. Gentil Martins (cito o nome porque é público) continua a ser quem sempre tem sido – se o BE estivesse sozinho no governo, Gentil Martins estaria preso ou deportado no Burkina Fasso. Se se cumprisse a vontade do bastonário, estaria em casa, porque estava “desgastado”.

O bastonário acha os colegas mal pagos. Talvez seja verdade. Mas não é o que acontece com a esmagadora maioria dos portugueses? A medicina é uma profissão nobre, ou que deveria sê-lo. E já tem privilégios, como o de se tornar inamovível funcionário público desde o dia da licenciatura. Não chega? Talvez.

Diz-se que trabalhar faz calos. É verdade. Por isso, os médicos deviam ter as mesmas condições de reforma que os demais, que também têm calos. Depois, se quisessem ir para casa, que fossem. Se não quisessem, que continuassem até poder. Mas não deviam ser considerados “desgastados” por decreto.

E deviam ter direito a um bastonário que não se ocupasse a apoiar greves, antes velasse pela competência e humanidade dos serviços que os seus pares “vendem” à comunidade.

 

11.8.17

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