TUDO ISTO EXISTE
No correr dos últimos cinco anos, o SNS levou pancadaria do governo em geral e do Centeno em particular. A coisa cada dia funcionava pior, não havia obras, nem equipamentos, nem pessoal, nem dinheiro, nem cirurgias, nem consultas, uma degradação que, até na quinta dos socialistas, era reconhecida, ainda que obrigatoriamente negada.
Eis senão quando, veio o Covides, surgiram milhões aos pontapés, obras, equipamentos, pessoal com fartura, um nunca acabar. Ouvir o Costa a debitar maravilhas é uma alegria. Não há nem haverá austeridade, os desempregados estão protegidíssimos, quem precisar de euros é só pedir. Tudo mentira, mas é o costume.
Fica uma pergunta. Então, se há tanta largesse, tanta massa disponível para a saúde, porque é que não houve durante uma carga de anos? Descobriram agora a árvore das patacas? Tiveram algum rebate de consciência?
Vou mais pela primeira hipótese. A segunda não é coisa que eles tenham. Fica a impressão de que os tipos estão a contar com o ovo na cloaca da galinha, ou seja, da Europa. É que, afinal, não havia milhões e milhões escondidos no nosso colchão. Era só propaganda.
O que fizeram ao SNS, e não só, é imperdoável. O que irão fazer nos (sete?) anos em que vai chover o dinheiro, dado e emprestado, que a dona Ângela e o senhor Macron desencantaram nas máquinas da tipografia virtual da União Europeia (se a Finlândia & Cª aceitarem)?
Na melhor hipótese, o pior não deixa de se adivinhar. O novo guru, a nova inspiração instilada pelo Costa Silva, irá salvar a Pátria, o SNS, a educação, a segurança...? Não me cheira. É que o novo salvador parece querer entrar na ruinosa senda do estatismo vigente, e crescente, que nos arruina. Pois. Entreguem a massa aos altos critérios do Estado, quer dizer, dos geringonços e apaniguados, tipo Rui Rio, e vão ver os euros despejados no cada vez mais fundo abismo dos funcionários e dos “privados amigos”, sem qualquer sombra de impulso à liberalização da economia, sem recurso à inicitiva, pelo menos à iniciativa nacional. Para a estrangeira, o Rio colabora com benesses e isenções.
Como diz o faduncho, tudo isto é triste, tudo isto existe. É o socialismo.
6.6.20